Proveitos do alojamento turístico no Centro de Portugal crescem 5,8% em setembro, acima das dormidas

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Os proveitos totais dos estabelecimentos de alojamento turístico do Centro de Portugal aumentaram 5,8% em setembro, face ao mesmo mês de 2025, atingindo 61,1 milhões de euros. O crescimento das receitas foi superior ao das dormidas, que subiram 0,8%, para 870.633, segundo dados divulgados esta quinta-feira, 5 de novembro, pela Turismo Centro de Portugal.

O crescimento das receitas foi acompanhado por uma subida de 4,5% do RevPAR (receita por quarto disponível). Para Rui Ventura, presidente da Turismo Centro de Portugal, os resultados mostram que a região está a conseguir “aumentar o valor económico gerado pelo turismo”, defendendo que o sucesso da atividade não deve ser medido “apenas pelo número de pessoas que nos visitam ou pelas dormidas, mas também pela riqueza que deixam nos territórios, nas empresas e nas comunidades”.

No acumulado dos primeiros nove meses de 2026, os proveitos do alojamento turístico atingiram 438,2 milhões de euros, um aumento de 2,34% face aos 428,2 milhões registados no período homólogo de 2025. Em contrapartida, as dormidas totalizaram 6,518 milhões, uma quebra de 1,95%, que a entidade atribui ao impacto dos primeiros meses do ano, considerados particularmente difíceis para a região.

“Depois de um início de ano particularmente difícil para a região, estamos a recuperar e, sobretudo, estamos a conseguir transformar a atividade turística em mais valor”, afirma Rui Ventura, acrescentando que o objetivo passa por incentivar estadias mais prolongadas, promover a descoberta de diferentes territórios e valorizar os produtos e serviços locais.

Mercado nacional impulsiona dormidas em setembro

O mercado nacional registou 496,8 mil dormidas em setembro, um crescimento de 6,9% face ao mesmo mês do ano anterior. Entre janeiro e setembro, os residentes em Portugal foram responsáveis por mais de quatro milhões de dormidas, mais 1,3% em termos homólogos, representando 61,6% do total da procura turística da região.

Entre os mercados internacionais, Espanha manteve-se como o principal mercado externo do Centro de Portugal, com 83,6 mil dormidas em setembro, mais 2,9% do que no período homólogo. Nos primeiros nove meses do ano, os turistas espanhóis geraram cerca de 652 mil dormidas, um aumento de 1%.

“A evolução do mercado nacional e de Espanha é muito importante para o Centro de Portugal. São dois mercados fundamentais para a região”, sublinha Rui Ventura, considerando que estes resultados confirmam a importância de continuar a apostar “na proximidade, na diversificação da oferta e na promoção de experiências que convidem a descobrir diferentes territórios ao longo de todo o ano”.

O responsável acrescenta que a entidade está também a trabalhar junto de outros mercados internacionais, nos quais pretende “reforçar a notoriedade e a capacidade de atração do Centro de Portugal”.

Os gastos efetuados com cartões estrangeiros no Centro de Portugal atingiram 688,9 milhões de euros entre janeiro e setembro, um crescimento de 6% face ao mesmo período de 2025.

O comércio concentrou a maior parcela destas despesas, com 361,8 milhões de euros, seguido da restauração, com 149,3 milhões, e do alojamento, com 102 milhões de euros.

Embora estes valores não correspondam exclusivamente a despesas turísticas, a Turismo Centro de Portugal considera que a sua evolução constitui um indicador da atividade económica associada ao consumo internacional na região. “Este dado é igualmente significativo porque mostra que o impacto económico do turismo se estende muito para além do alojamento. Chega à restauração, ao comércio e a muitas outras atividades locais”, afirma Rui Ventura, que destaca o contributo do setor para “a economia e para a coesão dos territórios do Centro de Portugal”.

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