A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) manifestou, através de um comunicado, o seu apoio ao início do processo de reprivatização da TAP, recentemente aprovado pelo Governo e divulgado publicamente pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.
Na quinta-feira passada, dia 10, o Conselho de Ministros aprovou o Decreto-Lei que marca o começo da reprivatização da TAP, prevendo a alienação inicial de 49,9% do capital da companhia aérea.
Embora a CTP defenda uma privatização integral, Francisco Calheiros, presidente da confederação, considera que “é positiva a abertura desta primeira fase do processo de reprivatização da companhia aérea portuguesa. A TAP é importante para o país e para o Turismo e não pode continuar sozinha e isolada no mercado. Pelo contrário, a TAP, inserida numa das grandes plataformas internacionais de aviação, pode vir a ter menos custos e praticar tarifas mais concorrenciais para captar mais e melhor turismo”.
A CTP destaca também a importância de que o consórcio internacional responsável pela gestão da TAP garanta, desde já em contrato, a manutenção do hub de Lisboa, bem como das ligações aéreas especiais para as ilhas e os países PALOP.
A confederação realça que o primeiro-ministro afirmou esperar que “se possa assegurar que a nossa companhia aérea salvaguarda o hub em Lisboa, salvaguarda o aproveitamento de todas as infraestruturas aeroportuárias do país, em particular do aeroporto hoje Humberto Delgado e amanhã Luís de Camões (o novo aeroporto de Lisboa), mas também do Porto e de Faro e os aeroportos das regiões autónomas”.
Francisco Calheiros alerta: “Vamos estar muito atentos! Há exigências básicas de que o país e o turismo não podem prescindir!”




