O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou esta quinta-feira, dia 4, que estão confirmados 16 mortos e cinco feridos em estado crítico, e prometeu celeridade nas investigações para apurar a causa do acidente com o Elevador da Glória. Montenegro corrigiu assim a informação que tinha sido dada ao início da manhã pela diretora do Serviço Municipal de Proteção Civil de Lisboa, Margarida Castro Martins que avançou com 17 mortos confirmados.
Numa declaração à comunicação social, sem direito a perguntas, no final da reunião do Conselho de Ministros, ao lado do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, que participou na parte final do encontro, Luís Montenegro começou por elogiar a resposta rápida das organizações de socorro.
“Esta resposta rápida permitiu salvar vidas e, acima de tudo, por via disso, evitar que a tragédia assumisse ainda proporções maiores e mais devastadoras”, afirmou, na residência oficial, em São Bento.
Quanto às investigações em curso, o primeiro-ministro anunciou que, ainda hoje, “serão dados todos os detalhes das diligências que foram efetuadas e que se encontram em curso por parte do diretor nacional da Polícia Judiciária, do presidente do Instituto de Medicina Legal e Ciências Forenses, do diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde e do responsável pelo Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes Aéreos e Ferroviários”.
“A TAP já se disponibilizou também para prestar todo o apoio, quer no transporte para território nacional de familiares, de cidadãos nacionais ou estrangeiros que se encontrem fora do nosso país, quer para repatriar feridos e mesmo transladar os corpos das vítimas mortais”, afirmou.
Montenegro disse ainda que o Instituto de Registo e Notariado vai disponibilizar uma equipa em Lisboa para poder acelerar os registos de óbito e garantir um atendimento prioritário.
“O Instituto de Medicina Legal e Ciências Forenses está a trabalhar incansavelmente com o objetivo de concluir o mais rápido que seja possível todas as autópsias e assegurar a rápida entrega dos corpos às famílias enlutadas”, acrescentou, por outro lado.
O primeiro-ministro transmitiu também que o Governo está em contacto com as famílias das vítimas nacionais e estrangeiras, nomeadamente através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, “sempre que haja lugar à identificação das pessoas e das nacionalidades que vão sendo confirmadas”.
“Este trágico acidente que afetou o nosso país ultrapassa fronteiras e é uma dor que não tem nacionalidade”, disse, agradecendo todas as mensagens de solidariedade e condolências por parte de vários chefes do Governo e de Estado da União Europeia, bem como do presidente do Conselho Europeu, o ex-primeiro-ministro António Costa, e as presidentes da Comissão Europeia e do Parlamento Europeu.
De acordo com o Serviço Municipal de Proteção Civil de Lisboa, entre os feridos, 12 mulheres e sete homens, há pelo menos 12 nacionalidades diferentes: quatro portugueses, dois espanhóis, um coreano, um cabo-verdiano, um italiano, um francês, um suíço e um marroquino, havendo ainda quatro vítimas cuja nacionalidade não foi identificada.
Notas de pesar
O setor do turismo reagiu com pesar ao acidente. O Turismo de Portugal manifestou “profunda comoção e consternação”, lembrando que entre as vítimas se encontram cidadãos estrangeiros, e afirmou associar-se “ao profundo pesar por esta tragédia, endereçando às famílias das vítimas e a todos os que, direta ou indiretamente, sofrem com esta perda as mais sentidas condolências, bem como a sua solidariedade na recuperação de todos os feridos”. Na mesma nota, destacou ainda “o reconhecimento e apreço para com todas as entidades envolvidas no socorro e apoio às vítimas” e afirmou acompanhar “na dor a cidade de Lisboa neste difícil momento de luto”.
Também a Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa lamentou “profundamente o acidente” e apresentou “sentidas condolências e votos de rápida recuperação”, sublinhando ter “plena confiança no trabalho das autoridades competentes, que estão a desenvolver todos os esforços necessários para apurar as causas do acidente e assegurar as condições de segurança”. A instituição destacou ainda que o Elevador da Glória “é parte integrante da identidade de Lisboa e um marco emblemático para todos os que a visitam”.
Já a Associação da Hotelaria de Portugal afirmou manifestar “profundo pesar” e juntar-se “no luto e na dor pelo trágico acidente”, endereçando “sentidas condolências às famílias das vítimas e votos de rápida recuperação aos feridos, expressando solidariedade a todos os envolvidos”.
A Confederação do Turismo de Portugal também reagiu, afirmando que foi com “imensa tristeza e consternação” que tomou conhecimento do acidente e que manifesta “as nossas mais sinceras condolências às famílias e amigos das vítimas, solidarizando-nos com todos os que foram afetados por esta terrível ocorrência”. A CTP acrescenta que está ao lado das famílias neste momento de luto e manifesta “o seu reconhecimento e apreço para com todas as entidades envolvidas no socorro e apoio às vítimas”.
Já a Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal (ADHP) declarou: “A ADHP manifesta o seu profundo pesar pelo trágico acidente ocorrido ontem no Elevador da Glória, em Lisboa. Em nome da direção e de todos os associados, endereçamos sentidas condolências às famílias e aos amigos das vítimas, bem como um agradecimento a todas as entidades envolvidas nas operações de socorro pelo profissionalismo e prontidão.”
A ADHP acrescentou ainda que recebeu, “com gratidão, diversas mensagens de solidariedade das associações congéneres que integram o European Bond of Hospitality Leaders, num testemunho coletivo de comoção e união perante esta tragédia, gesto que traduz o espírito de cooperação e empatia que caracteriza o setor do turismo.”
Por sua vez, a Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) manifestou o seu profundo pesar pelo trágico acidente, apresentando “as mais sentidas condolências às vítimas e respetivas famílias, expressando igualmente solidariedade para com todos os que foram direta ou indiretamente afetados”. A APAVT reconheceu ainda o trabalho exemplar das equipas de socorro, forças de segurança, profissionais de saúde e entidades públicas pela resposta imediata à ocorrência.
O acidente ocorreu na quarta-feira, 3 de setembro, pelas 18h04, quando o elevador descarrilou junto ao Hotel Turim Restauradores, embatendo contra a parede do edifício. O Governo decretou um dia de luto nacional e a Câmara de Lisboa três dias de luto municipal.
(em atualização)



