O movimento de passageiros nos Aeroportos da Madeira cresceu 12% no conjunto dos primeiros seis meses de 2025, superando os 2,6 milhões, de acordo com os dados divulgados pela VINCI Airports, dona da ANA. A infraestrutura madeirense foi a que registou maior crescimento face ao período homólogo de 2024.
Já em número de passageiros transportados, o Aeroporto Humberto Delgado ocupa o primeiro lugar, com 17,2 milhões (+3% do que no ano anterior). Lisboa registou o crescimento mais baixo em Portugal, segundo a VINCI Airports.
Depois da Madeira está Faro, com um aumento de 7% no número de passageiros, totalizando 4,6 milhões. Segue-se o Porto, com um aumento de 5,5% e 7,8 milhões de passageiros transportados, e os Açores, com uma subida de 4,5% face a 2024, o que corresponde a 1,49 milhões.
No total, foram transportados mais de 33 milhões de passageiros nos primeiros seis meses do ano, um crescimento de 4,8% face ao período homólogo de 2024.
VINCI Airports movimentou mais de 86 milhões de passageiros no 1.º semestre
A VINCI Airports movimentou mais de 86 milhões de passageiros nos primeiros seis meses do ano, registando um aumento de tráfego de 6,7% em relação ao ano anterior, ou seja, mais 5 milhões.
Este crescimento, segundo o comunicado, foi alimentado pelo aumento da capacidade das companhias aéreas, em particular das low cost, enquanto as taxas de ocupação se mantiveram elevadas, refletindo a forte procura.
As rotas de longo curso registaram o maior crescimento (+11%), resultado da boa dinâmica no Japão, mas também da diversificação da rede de hubs europeus (Lisboa, Edimburgo, Londres Gatwick). O início da época de verão atraiu igualmente um grande número de passageiros para destinos em torno do Mediterrâneo.
Em Cabo Verde, as ligações com Portugal beneficiaram da expansão da capacidade da TAP e da easyJet, enquanto o mercado interno registou um crescimento significativo, impulsionado pelo aumento da capacidade de lugares da Cabo Verde Airlines (+45%).
Registaram-se também boas tendências de tráfego em Portugal, onde muitas companhias aéreas aumentaram a sua oferta, enquanto os fatores de carga se mantiveram em níveis elevados (87%). As rotas de longo curso tornaram-se um importante motor de crescimento (+12% com o Brasil, +9% com os Estados Unidos).
O abrandamento do tráfego aéreo nos Estados Unidos, devido ao clima económico mais incerto, está a ter um impacto negativo nos hubs que dependem do tráfego americano de afinidade (VFR – Visiting Friends and Relatives) e de lazer. É o caso da Costa Rica, bem como da República Dominicana, que está a sofrer uma redução da oferta de voos da American Airlines, United e JetBlue, associada a uma reafectação de parte da frota da Arajet.




