O grupo hoteleiro Aethos anunciou esta quinta-feira a abertura do Aethos Lisboa, uma nova unidade de cinco estrelas na Estefânia, no centro da capital, com inauguração prevista para junho de 2027. O projeto contará com 60 quartos e suites e combinará um hotel boutique com um clube de membros, dando continuidade ao conceito que o grupo introduziu em Lisboa no verão de 2025, com a abertura de um clube nos Anjos.
A nova unidade ficará instalada na Villa Helena, um edifício histórico que está a ser restaurado, preservando os seus elementos arquitetónicos clássicos e de inspiração Beaux-Arts. O projeto contempla ainda a construção de dois novos edifícios, um de cada lado da villa, e a preservação do jardim existente.
Segundo o comunicado, o Aethos Lisboa será “a expressão mais completa até à data do modelo híbrido” do grupo, que reúne hotelaria e um clube privado no mesmo espaço, com acesso e programação reservados a membros e hóspedes.
“O Aethos Lisboa é onde a nossa vocação para criar refúgios se cruza com a energia da cidade. Estamos a dar vida a esta villa resguardada do bulício de Lisboa — à nossa maneira”, afirma Benjamin Habbel, co-fundador do Aethos, citado em comunicado.
“Esqueçam o check-in tradicional. Queremos que a sensação seja como entrar em casa daquele amigo que organiza as melhores festas. A Estefânia deu-nos espaço para criar um lugar onde nos sentimos parte de algo, longe da versão mais turística da cidade”, acrescenta.
Hotel terá spa, piscina exterior e dois bares
O projeto de restauro da Villa Helena, a construção dos dois novos edifícios e o desenho dos interiores estão a cargo do Astet Studio, atelier de arquitetura sediado em Barcelona e fundado por Ala Zreigat e Óscar Engroba.
A intervenção pretende conjugar a arquitetura histórica da villa com elementos contemporâneos, recorrendo a materiais como madeira, aço, pedra e tecidos de diferentes texturas. A paleta cromática será inspirada na envolvente, incluindo tons de verde associados à vegetação e às telhas da villa, bem como rosas e vermelhos inspirados na Brecha da Arrábida, uma pedra calcária portuguesa.
O Aethos Lisboa disponibilizará 60 quartos e suites, com áreas entre os 28 metros quadrados, nos Quartos Deluxe, e os 70 metros quadrados, na Master Suite. Todas as unidades terão acesso a um espaço exterior privativo, seja pátio, varanda ou terraço.
Ao nível das instalações, o hotel contará com um spa equipado com sauna, hammam e cold plunge, um estúdio de fitness e uma piscina exterior.
A Villa Helena acolherá a receção e várias salas de estar distribuídas por dois pisos, sendo o primeiro andar reservado aos membros do clube. No piso térreo ficará localizado o restaurante, com ligação a um jardim de inverno e vista para o jardim e a piscina. A oferta de restauração será complementada por dois bares.
Clube de membros terá programação de bem-estar e cultura
O conceito do Aethos Lisboa assenta na combinação entre a experiência hoteleira e uma comunidade de membros, com uma programação organizada em torno de quatro pilares: bem-estar, cultura, ligações pessoais e experiências.
Entre as atividades previstas estão running clubs, rituais de sauna, sessões de música com DJs residentes, jantares para membros, conversas, exposições e colaborações com produtores, artistas e galerias locais.
“O Aethos pretende criar uma das comunidades mais culturalmente curiosas de Portugal, proporcionando aos membros um lugar onde se possam encontrar a si próprios e com pessoas com as quais se identificam, e aos viajantes a oportunidade de chegar como hóspedes e sair como locais”, explica o grupo, em comunicado.
O novo empreendimento dará continuidade à comunidade criada em torno do clube de membros que o Aethos abriu nos Anjos, em Lisboa, no verão de 2025.
A abertura permitirá ainda reforçar a presença do grupo em Portugal, através de uma ligação entre o Aethos Lisboa e o Aethos Ericeira, situado a menos de uma hora de carro da capital.
O objetivo é permitir que membros e hóspedes combinem estadias na cidade e na costa atlântica, beneficiando de uma única adesão ao clube. Este modelo segue a estratégia que o grupo tem vindo a desenvolver em Itália, com as unidades de Milão e Monterosa.















