Agentes em Época Alta | Com Come By – Tourism & Services Solutions

Durante o verão, o TNews conversa com agentes de viagens de norte a sul do país, em entrevistas informais que revelam o outro lado da época alta. Histórias curiosas, pedidos insólitos e tendências do setor — tudo contado por quem vive o verão no centro da ação, na nova rubrica “Agentes em Época Alta”.

À conversa com Sónia de Abreu Freire | Come By – Tourism & Services Solutions 

Qual foi a viagem mais inusitada que já vendeu?

Já vendemos algumas viagens inusitadas, no entanto, esta foi uma delas. Uma viagem dentro da Europa que, no seu regresso a Lisboa, acabou por ser a mais surpreendente. O aeroporto de Lisboa tinha um avião com um problema técnico a obstruir a pista, o que impossibilitou várias aterragens em Lisboa.

Originou-se então uma situação em que vários voos divergiram para o Porto e, embora todas as informações desse voo indicassem que tinha aterrado no Porto, na verdade ele tinha divergido para Madrid.

Voo cancelado e uma viagem de 2 horas acabou em praticamente 24 horas de viagem.

E a pergunta mais estranha que já ouviu de um cliente?

Uma passageira, numa porta de embarque a aguardar entrada para o autocarro que a levaria até ao stand do avião, ligou-nos francamente aborrecida, pois sentia-se enganada e dizia ter comprado um bilhete de avião para o Canadá, e não um bilhete de autocarro.

Foi explicado à senhora, com a ajuda dos colegas do aeroporto que se encontravam na porta de embarque, que o autocarro a iria levar para o stand onde o avião estava parqueado.

Ao recebermos um cliente que aterrou em Lisboa no seu avião privado e lhe perguntámos se vinha acompanhado, para o encaminhar ao hotel, apresentou-nos prontamente o seu Grand Danoir de 70 kg como sendo o seu co-piloto. Ficou uma noite em Lisboa e, na manhã seguinte, partiu com destino aos Estados Unidos. Inusitada, sem dúvida, mas muito gira e gratificante, pois tudo correu na perfeição.

Que destino recomenda de olhos fechados — e porquê?

Imensos, os que recomendamos, mas sem dúvida: Madagáscar. Um destino onde ficamos de coração cheio. Areia branca e um mar cristalino contrastam com as cores dos recifes e corais. Encontra algumas das mais bonitas e intocadas praias do mundo. Ilhas paradisíacas e uma natureza espantosa para explorar.

Há alguma tendência no setor que lhe desperte particular entusiasmo?

Sim, sem dúvida: a que encontramos aqui, no nosso país. A da autenticidade, a sensorial, a das degustações, da fusão da beleza natural com as artes das nossas pessoas. Mas somos suspeitos, pois, como portugueses, vemos e mostramos o Portugal que não é o das massas, mas o da beleza, das histórias e memórias.

Vejo a inteligência artificial como um aliado para o setor, se corretamente usada.

Quando chega a sua vez de viajar, como escolhe os seus próprios destinos de férias?

Rio de Janeiro, em dezembro: um destino lindíssimo. Onde a praia se mistura com a cidade, com uma variedade imensa e deliciosa de cheiros e sabores. Onde se faz um mergulho em Ipanema que se torna memorável, e duas horas de stand up paddle no mar de Copacabana enriquecem-nos a alma. Onde o quotidiano local se mistura com umas férias fantásticas.

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