Durante o verão, o TNews conversa com agentes de viagens de norte a sul do país, em entrevistas informais que revelam o outro lado da época alta. Histórias curiosas, pedidos insólitos e tendências do setor — tudo contado por quem vive o verão no centro da ação, na nova rubrica “Agentes em Época Alta”.
À conversa com Raquel Hennig | Raquel Hennig Travel & Comfort
Qual foi a viagem mais inusitada que já vendeu?
Uma vez, uma cliente ligou-me numa sexta-feira à tarde para pedir uma escapadinha para descansar – sem o marido –, porque estava “farta de ouvir barulho em casa”. Queria silêncio absoluto. Acabou por ir para um hotel rural no Alentejo, com spa e nada em volta além de natureza. Às vezes, o luxo está nestas pequenas coisas e longe de tudo.
E a pergunta mais estranha que já ouviu de um cliente?
Uma vez perguntaram-me se dava para viajar para o Brasil sem passar por cima de água, porque o cliente tinha medo de voar sobre o oceano. Expliquei que, infelizmente, ainda não há ponte. No fim, acabei por encontrar um voo que o deixava mais tranquilo.
Que destino recomenda de olhos fechados — e porquê?
As ilhas do Índico: Maldivas, Seychelles e Maurícia. Seja para uma escapadinha romântica, uma viagem em família ou uma reconexão com a natureza, estas ilhas oferecem experiências incríveis, com paisagens de tirar o fôlego, uma hotelaria de excelência e uma enorme diversidade de atividades, como snorkeling, wellness ou jantares sob as estrelas.
Outra viagem que recomendo sempre é um safari em África em família. É transformador tanto para adultos como para crianças, e cria memórias que ficam para a vida toda.
Há alguma tendência no setor que lhe desperte particular entusiasmo?
A personalização extrema. Hoje, os visitantes não querem apenas ver, querem sentir, viver e pertencer, e cabe a nós, especialistas, desenhar experiências que sejam únicas para cada cliente. Ver essa procura crescer é estimulante e desafiante. Exige-nos criatividade, sensibilidade e uma curadoria de excelência contínua.
Quando chega a sua vez de viajar, como escolhe os seus próprios destinos de férias?
Viajar é sempre uma forma de alimentar a curiosidade e a paixão pelo que faço. Combino prazer com pesquisa e estratégia. Gosto de explorar destinos que ainda não conheço pessoalmente e que possam fazer parte do meu portfólio no futuro. Contudo, procuro sempre lugares com alma, autenticidade e conforto, desde um lodge no deserto, uma ilha intocada até um boutique hotel numa cidade cheia de história.
Nota de editor
Se é agente de viagens e quer participar na rubrica “Agentes em Época Alta”, envie o seu contributo respondendo a estas cinco perguntas para cmonteiro@tnews.pt.



