Agentes em Época Alta | Com RP 4 Travel

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Durante o verão, o TNews conversa com agentes de viagens de norte a sul do país, em entrevistas informais que revelam o outro lado da época alta. Histórias curiosas, pedidos insólitos e tendências do setor — tudo contado por quem vive o verão no centro da ação, na nova rubrica “Agentes em Época Alta”.

À conversa com Raquel Palma | RP 4 Travel

Qual foi a viagem mais inusitada que já vendeu?

A viagem mais inusitada que já vendi foi um combinado totalmente à medida, passando por Doha, Sydney, Bali, Singapura e Arábia Saudita.

E a pergunta mais estranha que já ouviu de um cliente?

A pergunta mais estranha que já ouvi de um cliente foi se podia reservar hotéis com dois quartos ou uma sala, porque o senhor em questão não podia dormir com a esposa – senão ela não dormia. Além disso, já me perguntaram se podiam ir a Tenerife de carro.

Mas há imensas outras: já me perguntaram se podiam levar ferros de passar roupa na mala de cabine (e não eram os de viagem) e pediram-me ajuda para escolher as malas de cabine, para caberem debaixo do assento.

Que destino recomenda de olhos fechados — e porquê?

Talvez o México, porque as praias são incríveis, tem imensos pontos turísticos para visitar e adoro a sua gastronomia. Além disso, é um destino com boa relação qualidade/preço.

Há alguma tendência no setor que lhe desperte particular entusiasmo?

Estou entusiasmada com a possibilidade de conhecer um destino através de visitas com recurso a realidade virtual. Além disso, creio que a inteligência artificial é uma ótima ferramenta para personalizar a experiência do cliente durante o processo de venda. Por último, o uso de tecnologia, por ser um bom recurso para adicionar valor à experiência do viajante no destino.

Quando chega a sua vez de viajar, como escolhe os seus próprios destinos de férias?

Como se costuma dizer, casa de ferreiro, espeto de pau. Como trabalho sozinha, tento sempre aproveitar bons preços para conhecer novos destinos. Escolho cidades com boa relação qualidade/preço, que sejam interessantes do ponto de vista cultural, que me acrescentem algum conhecimento e que, preferencialmente, no verão, tenham boas praias e boa gastronomia. Tento que pelo menos o hotel tenha alguma preocupação com a sustentabilidade e tento utilizar meios de transporte também sustentáveis – ainda que seja um desafio em alguns destinos. Vai sempre depender da altura do ano, obviamente, mas prefiro fugir às multidões e escolher um destino onde possa descansar.

Nota de editor

Se é agente de viagens e quer participar na rubrica “Agentes em Época Alta”, envie o seu contributo respondendo a estas cinco perguntas para cmonteiro@tnews.pt.

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