Durante o verão, o TNews conversa com agentes de viagens de norte a sul do país, em entrevistas informais que revelam o outro lado da época alta. Histórias curiosas, pedidos insólitos e tendências do setor — tudo contado por quem vive o verão no centro da ação, na nova rubrica “Agentes em Época Alta”.
À conversa com Cláudia Silva | Viagens Sebastião
Qual foi a viagem mais inusitada que já vendeu?
A viagem mais inusitada que já vendi foi uma lua de mel totalmente realizada à medida. Um mês de alegria, passando por Istambul, Capadócia, um Safari na Tanzânia e um descanso final na maravilhosa ilha de Zanzibar.
Também vendi uma lua de mel para Punta Cana, mas os clientes chegaram em cima da hora para fazer o check-in. No ecrã estavam assinalados os balcões 27/28/29. O 27 estava fechado, os clientes esperaram que abrisse e entretanto os balcões 28 e 29 fecharam. Ficaram em terra, felizmente conseguiram voar no dia seguinte.
E a pergunta mais estranha que já ouviu de um cliente?
Se o quarto de hotel fornecia preservativos.
Que destino recomenda de olhos fechados — e porquê?
O Sul de Itália, tem cultura, história, praias lindíssimas, óptima gastronomia, pessoas simpáticas e uma vibe bonita que nos faz vir mais leves. Recomendo também países em vias de desenvolvimento, apesar da pobreza nos chocar – eles precisam do turismo para sobreviver e evoluir. Além de que há países com história, cultura e natureza completamente deslumbrantes.
Há alguma tendência no setor que lhe desperte particular entusiasmo?
A exploração crescente do continente Africano. Há lugares de cortar a respiração que ainda estão por explorar. Também me entusiasma o facto de que cada vez mais o setor do turismo se preocupar com a sustentabilidade e o ambiente, criando regras e tomando ações nesse sentido.
Quando chega a sua vez de viajar, como escolhe os seus próprios destinos de férias?
Gosto de conhecer novas culturas, países com dificuldades, abrir a mente – agradecer pelo que temos, mas ajudar. Vai ao encontro de um projeto que tenho paralelamente, uma associação humanitária. Temos que explorar o terreno com os nossos próprios pés para perceber o que realmente se passa. O mundo é lindo, mas pode ser melhor, sempre! E o pouco que façamos é muito.
Nota de editor
Se é agente de viagens e quer participar na rubrica “Agentes em Época Alta”, envie o seu contributo respondendo a estas cinco perguntas para cmonteiro@tnews.pt.



