Segunda-feira, Maio 20, 2024
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Air France reduz em 50% emissões de CO2 em 2 voos mais sustentáveis para Lisboa e Montreal

A Air France lançou a 13 de abril passado o “Air France ACT”, programa que apresenta a sua nova trajetória de descarbonização visando -30% de emissões de CO2 por passageiro-km até 2030 face a 2019 – i.e., -12% de emissões totais. Para ilustrar as formas de atingir este objetivo, a companhia acaba de implementar em simultâneo um conjunto de ações em dois dos seus voos com partida de Paris-Charles de Gaulle, tendo a escolha recaído sobre Lisboa para a realização do seu voo mais sustentável no médio curso e de Montreal, Canadá, para o voo de longo-curso.

Este projeto inscreve-se no âmbito do ‘Skyteam Sustainable Flight Challenge’[ Desafio da Skyteam para o voo mais eco-sustentável.], uma iniciativa que visa estimular as companhias associadas da aliança a realizar os voos mais eco-responsáveis possível de 1 a 14 de maio de 2022.

Vincent Etchebehere, Diretor de Desenvolvimento Sustentável e Novas Mobilidades da Air France afirmou: “Após o anúncio dos nossos novos objetivos de emissões de CO2, assentes na ciência, era importante para nós ilustrar de forma muito concreta o quanto o nosso setor se deve transformar para responder à emergência climática. Nos dois voos, para Montreal e Lisboa, associámos os nossos parceiros e os nossos clientes numa abordagem que visa, por um lado, provar o desempenho de alavancas já conhecidas e implementadas e, por outro, imaginar novas soluções para ir mais longe e mais rápido na redução das nossas emissões. A nossa transição ambiental é exigente e complexa, mas não é uma opção. A Air France está determinada a explorar todas as pistas de inovação imaginadas pelas outras companhias da aliança SkyTeam, que partilham a sua ambição de tornar o transporte aéreo compatível com o Acordo de Paris”.

Thierry Ligonnière, CEO da ANA, do grupo VINCI Airports, disse: “É com muita satisfação que recebemos o voo sustentável da Air France no aeroporto de Lisboa. Sermos escolhidos como o aeroporto de destino para este desafio evidencia o reconhecimento do nosso trabalho na área da sustentabilidade e ambiente e reforça a parceria positiva já existente com o Grupo Air France-KLM no âmbito da sustentabilidade. Esta é uma excelente ocasião para partilharmos as medidas ambientais já implementadas nos aeroportos da rede ANA, que integram a estratégia da ANA/VINCI Airports. Assumimos o compromisso NetZero até 2030, nos nossos aeroportos, nos âmbitos 1 e 2, promovendo a mobilidade positiva. Estamos a atuar de forma mais acelerada e integrada com os stakeholders para, assim, obtermos melhores e maiores resultados ambientais.”

Através desta operação, a Air France pretende:
-medir e demonstrar a eficácia de alavancas já implementadas e comprovadas, tais como os aviões de nova geração, os Combustíveis de Aviação Sustentáveis (SAF, da sigla em inglês), a eco-pilotagem ou a eletrificação dos equipamentos nas pistas e do transporte de carga;
-Explorar novas pistas passíveis de serem exploradas no futuro, como o recurso extensivo à inteligência artificial para otimizar rotas ou o uso de rebocadores elétricos autónomos para o transporte das bagagens;
-Propor aos seus clientes uma oferta de restauração mais sustentável, local e sazonal, e limitar o desperdício alimentar, permitindo que estes escolham o menu a desfrutar a bordo antecipadamente, e limitar o plástico de uso único.

A operação desenrolou-se em dois voos comerciais, um para Montreal esta terça-feira, 3 de maio de 2022, operado em Airbus A350, e outro para Lisboa, realizado ontem e operado em Airbus A220.

Estas aeronaves de última geração, no centro da estratégia de renovação da frota da Air France, consomem entre 20 a 25% menos combustível do que os aviões da geração anterior. A sua pegada de ruído é reduzida num terço. Até 2030, esses aviões representarão 70% da frota da Air France face aos 7% atuais, graças ao investimento de mil milhões de euros por ano até 2025.

Estes dois voos foram abastecidos com 16% de combustível de aviação sustentável (SAF) no voo para Montreal e 30% no voo para Lisboa, contra o 1% atualmente nos voos com partida de França e no âmbito da regulamentação. Esses combustíveis não fósseis são produzidos a partir de biomassa, como os óleos de cozinha usados. Assim, não competem com a cadeia alimentar e permitem uma redução de mais de 80% nas emissões de CO2 face ao combustível convencional, ao longo de todo o seu ciclo de vida – i.e., reutilizar os óleos vegetais usados, tendo em conta a captura de CO2 durante o crescimento da planta, a sua primeira vida como óleo de cozinha e a sua reciclagem e uso como combustível de aviação.

Em terra e a bordo, os pilotos introduziram ações de eco-pilotagem, como o taxing em terra com um único motor ou a otimização das trajetórias em tempo real, operado em coordenação com os serviços de navegação aérea.

-50% de emissões de CO2

A ativação dessas alavancas permitiu reduzir em metade [ Estes dados serão afinados durante os próximos dias] as emissões de CO2 em cada um dos dois voos. Esta operação e o seu resultado muito significativo foram possíveis graças ao envolvimento de representantes de todas as áreas da Air France, pilotos, tripulação de cabine, pessoal das escalas, carga e manutenção, serviços comerciais e suporte operacional. Diversos atores e parceiros contribuíram para atingir este desempenho, como as Airbus, TotalEnergies, Groupe ADP, Servair, Charlatte, Navya ou os aeroportos de Montreal e Lisboa. Esta ação conjunta é respaldada pela convicção da Air France de que a descarbonização do setor da aviação será fruto da colaboração de todos, construtores, fabricantes, companhias aéreas, autoridades aeroportuárias, poderes públicos e organismos nacionais e internacionais.

As aprendizagens quantificadas – como o nível de redução de emissões de CO2 por cada uma das alavancas ativadas –, bem como os comentários dos clientes presentes nos dois voos vão ser analisados ​​e permitir identificar soluções a reter para limitar a pegada de carbono das atividades regulares da Air France.

Essas aprendizagens vão ser partilhadas com as demais companhias da aliança SkyTeam que participaram no ‘Skyteam Sustainable Flight Challenge’.

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