airBaltic procura financiamento de 225 milhões de euros e reduz frota para 36 aviões

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A companhia aérea letã airBaltic, que opera para Lisboa, Porto, Faro e Madeira, prevê obter 225 milhões de euros de financiamento de curto prazo para responder às necessidades de liquidez e apoiar a implementação do seu plano operacional revisto, que inclui uma redução da frota e medidas de redução de custos.

A transportadora, cujo principal acionista é o Estado letão, divulgou os principais elementos do novo plano de negócio, que pretende “reforçar a competitividade da companhia aérea a longo prazo, estabelecer uma estrutura de capital sustentável, apoiar o seu desenvolvimento futuro e manter uma conectividade fiável para a Letónia e toda a região do Báltico”.

Para responder às necessidades de liquidez de curto prazo, a airBaltic procura obter 225 milhões de euros de financiamento temporário, até ser encontrada uma solução de financiamento permanente. O pacote proposto inclui até 225 milhões de euros de novo financiamento através de dívida e 100 milhões de euros de novo capital.

O plano prevê ainda a conversão parcial em capital de obrigações sénior com vencimento em 2029. A restante parcela seria substituída por nova dívida de até 125 milhões de euros.

Entre as medidas previstas está uma redução da frota de Airbus A220-300, que passará dos atuais 54 aviões para 36. A companhia prevê, posteriormente, voltar a aumentar gradualmente o número de aeronaves, chegando a cerca de 40 aviões em 2031.

O novo plano contempla também uma estratégia de rede centrada em Riga como principal centro de operações da companhia aérea.

A revisão da estratégia surge depois de um plano de negócios anterior ter contemplado uma oferta pública inicial, entretanto cancelada na sequência da deterioração das condições de mercado e operacionais associada à guerra no Médio Oriente e aos problemas persistentes de manutenção dos motores, que obrigaram a companhia a reduzir voos em algumas rotas.

Apesar da redução da frota, a airBaltic prevê um crescimento das receitas nos próximos anos. A companhia estima receitas de aproximadamente 800 milhões de euros em 2027, 900 milhões em 2029 e mil milhões de euros em 2031.

Atualmente, o Estado letão detém 88,37% do capital da airBaltic, enquanto a alemã Lufthansa detém 10%. A sociedade Aircraft Leasing, propriedade do empresário e financeiro dinamarquês Lars Thuesen, controla 1,62%, ficando os restantes 0,01% nas mãos de outros acionistas.

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