Airmet soma 530 agências de viagens e cresce 15% em vendas face ao 1.º trimestre de 2024

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A Airmet conta com 530 agências de viagens até ao momento e apresenta um crescimento de 15% no volume de vendas no primeiro trimestre do ano, em comparação com o mesmo período de 2024, disse a diretora-geral, Susana Fonseca, à margem da festa do 19.º aniversário do grupo de gestão, em Lisboa.

Susana Fonseca, que assumiu a liderança do grupo de gestão em maio, garantiu à imprensa que “os princípios da Airmet irão sempre manter-se e, portanto, a esse nível não há mudanças que queiramos implementar”. Ainda assim, “vão ter que existir algumas reestruturações internas”, disse, frisando que “a estrutura da Airmet é forte e robusta”.

A nova diretora-geral da Airmet adiantou ainda que “há ideias novas que quero trazer para um futuro próximo, e atempadamente irão saber”, incluindo novidades em relação às ferramentas tecnológicas “que possam facilitar a vida das agências de viagens”.

Atualmente, a Airmet totaliza “cerca de 530 agências de viagens”, com aproximadamente 420 a nível de sedes. Em 2024, o grupo de gestão registou um crescimento de 130 novas agências, segundo Susana Fonseca.

“O nosso último ano, 2024, foi um excelente ano a nível de novas adesões à nossa rede. Tivemos um crescimento enorme de cerca de 130 agências de viagens. Este ano, o crescimento tem sido contínuo, portanto, a ideia passa sempre por crescer cada vez mais”, afirmou.

Para 2025, a Airmet não tem “um objetivo definido em número”, uma vez que “não basta crescer; temos de crescer bem”, disse. “Nesta fase, já estamos num posicionamento que nos permite, de certa forma, ser seletivos e crescer com qualidade, acima de tudo. Mas estamos abertos ao mercado e agências que queiram associar-se à Airmet serão sempre bem-vindas, desde cumpram com todos os requisitos necessários”.

A responsável sublinhou ainda que, “quando a Airmet surgiu no mercado em 2006, foi sempre com o intuito de poder dar força às agências de viagens independentes, e este mote mantém-se”.

Susana Fonseca, diretora-geral da Airmet, e Miguel Quintas, chairman do grupo.
Susana Fonseca, diretora-geral da Airmet, e Miguel Quintas, chairman do grupo de gestão.

Crescimento de vendas e destinos mais vendidos

Susana Fonseca adiantou à imprensa que a Airmet tem assistido a “uma evolução positiva no que diz respeito a números de faturação e vendas”.

“Comparativamente a 2024, no primeiro trimestre, tivemos um crescimento de cerca de 15% em volume de vendas. Isto fazendo o rácio do número de agências que tínhamos em 2024 face às que temos em 2025”, revelou.

Este verão, os destinos mais vendidos são “os mais comuns de sempre”, com destaque para as Caraíbas, Ilhas Espanholas, ilhas portuguesas e Cabo Verde, segundo a responsável. “O destino de Norte do Egito, lançado este ano, tem sido muito bem sucedido. É sempre interessante quando existem destinos novos a surgir no mercado”, acrescentou.

Quanto às grandes viagens, “as agências que organizam as suas próprias viagens estão mais focadas nestes destinos”, considerou Susana Fonseca, destacando os destinos asiáticos, nomeadamente a Tailândia.

Campanhas last minute

Relativamente às promoções last minute, a diretora-geral referiu que, “neste momento, ainda existe muita campanha de última hora que está a acontecer, mas a venda antecipada foi fortíssima. Já há muito destino vendido, e o crescimento dentro da rede é notório, portanto, está a ser um bom ano”.

“Temos agências que se focam muito no destino charter, onde, muitas vezes, para conseguirem vender, têm que reduzir as suas margens para poder ganhar o cliente. Isso é uma preocupação para nós, mas depois compensa também pelo seu volume a redução dessas mesmas comissões”, afirmou Susana Fonseca, salientando que “cada uma gere a sua agência como quer e o seu negócio é o seu negócio”.

Por outro lado, a responsável nota que “cada vez mais” há agências de viagens que “acabam por optar por fazer produto próprio e organizar as suas próprias viagens”.

Relativamente à descida de preços por parte dos operadores, em função das vendas antecipadas e nas campanhas de última hora, Susana Fonseca comentou que “com certeza que haverá partidas que não tiveram o sucesso que [os operadores] queriam em determinadas datas e agora estão a sentir essa necessidade”.

Neste contexto, destacou ainda que “o facto de existirem tantas campanhas num curto espaço de tempo — temos a Black Friday, a Blue Monday, logo a seguir a BTL, e depois temos os concorrentes — acabam por contribuir para essas questões”.

Segundo Susana Fonseca, o contacto entre a Airmet e os operadores para a organização de campanhas last minute acontece de forma mútua: “há situações de serem eles a contactar-nos, como sermos a contactá-los para determinados períodos, porque também temos interesse em fazer”. Estas conversas, porém, estão a acontecer “muito pouco” em julho.

Equipa da Airmet
Equipa da Airmet no palco da festa de celebração do 19.º aniversário do grupo de gestão, em Lisboa.

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