O Governo alemão prorrogou o regime de ajudas, a pedido das agências de viagens, até ao final do ano. Para o diretor-geral da Associação de Viagens Alemã (DRV), Dirk Inger, “a decisão final é a correta”, apesar de considerar tardia. “Poderiam ter feito antes para dar ao setor do turismo e aos seus funcionários mais segurança no planeamento”, ressaltou.
A associação destaca que as proibições de entrada no país, que ainda estão em vigor, assim como os regulamentos de quarentena para os viajantes, “impedem a normalização dos negócios e, portanto, a concorrência normal e justa”. O setor alemão espera para o ano de 2021 uma queda nas receitas de mais de 60% em relação a 2019.
Além disso, devem ser somadas as perdas acumuladas de 80% ao longo de 2020. “Tanto as agências de viagens quanto as operadoras de turismo e muitos outros fornecedores de serviços do setor precisam da ajuda do governo federal para além do final do ano”, afirmou o diretor-geral da Associação de Viagens Alemã.
Dirk Inger acredita que, além desse apoio financeiro, é preciso conversar “sobre um possível apoio adicional para as empresas, porque os efeitos da pandemia nas opções de viagens ainda são claramente perceptíveis”, disse. O diretor-geral completou que as rotas de longo curso são o principal problema, “há muitos destinos turísticos que ainda não podem ser visitados”, assim como as “viagens de negócios, que ainda são difíceis de vender”, afirmou.



