O Algarve encerrou o ano turístico de 2025 com receitas em máximo histórico, totalizando cerca de 1,8 mil milhões de euros em proveitos no alojamento turístico, num desempenho marcado pelo crescimento em valor, pelo reforço do mercado interno e por uma redução histórica da sazonalidade, segundo dados divulgados esta segunda-feira pelo Turismo do Algarve.
Em 2025, o alojamento turístico da região gerou cerca de 1,8 mil milhões de euros em proveitos totais, o que representa um crescimento de 6,5% face a 2024 e um máximo histórico. De acordo com a entidade regional, este desempenho reflete uma estratégia orientada para a valorização da oferta turística e para o aumento da receita por quarto, acompanhada por um perfil de procura considerado mais qualificado.
O mercado interno destacou-se como um dos principais motores do ano, com 4,82 milhões de dormidas de turistas residentes, correspondendo a um crescimento de 3,2%. Num contexto de estabilização dos mercados externos, o turismo nacional voltou a assumir um papel relevante na redução da sazonalidade e na dinamização da procura fora da época alta.
No total, o Algarve registou 20,82 milhões de dormidas em 2025, mantendo-se como o principal destino turístico do país, com uma variação homóloga de +0,4%. As dormidas de não residentes atingiram 16,0 milhões, enquanto o número total de hóspedes ascendeu a 5,34 milhões (+1,8%). Deste total, 1,48 milhões corresponderam a residentes (+2,4%) e 3,87 milhões a não residentes (+1,5%).
A estada média fixou-se em 3,9 noites, em linha com o ano anterior, posicionando o Algarve como a segunda região nacional com maior duração média de estada, apenas atrás da Madeira. A taxa de ocupação-quarto manteve-se estável nos 58,4%, refletindo uma maior regularidade da procura ao longo do ano.
Os indicadores de rendimento acompanharam esta evolução. O RevPAR atingiu 78,5 euros, um crescimento de 5,5%, enquanto o ADR se fixou nos 134,4 euros, mais 6% do que em 2024.
Segundo André Gomes, presidente do Turismo do Algarve, os resultados de 2025 confirmam uma evolução estrutural do destino. “O Algarve está hoje a colher os resultados de uma estratégia consistente de diversificação e qualificação da atividade turística”, afirmou, acrescentando que, em 2025, se registaram “os valores mais baixos de sempre em termos de sazonalidade”.
De acordo com o responsável, apenas 38,1% dos hóspedes e 40,8% das dormidas se concentraram na época alta, “o que demonstra que estamos a conseguir distribuir melhor a procura ao longo do ano, reforçando a sustentabilidade económica, social e territorial do destino”.




