Alojamento turístico atinge 891M€ de proveitos totais em julho

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O setor do alojamento turístico em Portugal registou 3,4 milhões de hóspedes e 9,4 milhões de dormidas em julho, gerando 891,1 milhões de euros de proveitos totais e 701,6 milhões de euros de proveitos de aposento, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Em julho, as unidades de alojamento turístico nacionais receberam mais 4,3% de hóspedes e 3,5% de dormidas face ao período homólogo do ano passado. Já os indicadores de proveitos totais e de aposento registaram subidas de 10,6% e 9,2%, respetivamente.

Residentes e não residentes contribuíram para o crescimento das dormidas, com aumentos de 6,7% e 2,2%, respetivamente, totalizando 2,9 e 6,5 milhões de dormidas, pela mesma ordem.

Entre os 10 principais mercados emissores em termos de dormidas, a Polónia destacou-se com um crescimento de 14,0%, seguida pelos Estados Unidos (+12,3%). Em sentido contrário, assinalam-se os mercados espanhol (-10,0%), francês, brasileiro e dos Países Baixos (os três com -3,0%) com os maiores decréscimos.

Alentejo e RA Madeira com os maiores aumentos de dormidas

Em julho, as dormidas aumentaram em todas as regiões, tendo os maiores crescimentos ocorrido no Alentejo (+9,8%) e na RA Madeira (+7,2%). Nas regiões da Grande Lisboa e do Algarve os crescimentos foram mais modestos (+1,9% em ambos os casos). O Algarve concentrou 30,8% do total de dormidas, seguindo-se a Grande Lisboa (20,4%). As dormidas de residentes cresceram em todas as regiões, com exceção da RA Açores (-3,9%).

Em termos de dormidas de não residentes, a exceção foi o Oeste e Vale do Tejo, onde se observou um decréscimo de 1,4%. Os crescimentos mais expressivos foram registados no Centro (+8,2%), na Península de Setúbal e no Alentejo (+7,8% nas duas últimas).

Estada média

Segundo o INE, a estada média nos estabelecimentos de alojamento turístico (2,79 noites) decresceu 0,8%. Os valores mais elevados deste indicador continuaram a observar-se na RA Madeira (4,70 noites) e no Algarve (4,25 noites). Nestas duas regiões e na RA Açores (3,23), as estadas médias ficaram acima da média nacional. As estadias mais curtas ocorreram no Centro (1,99 noites), no Oeste e Vale do Tejo (2,04) e no Norte (2,06).

Em julho, a estada média dos residentes (2,34 noites) aumentou 1,0%, enquanto a dos não residentes (3,07 noites) recuou 1,4%.

Algarve foi a região que mais contribuiu para os proveitos

Quanto aos proveitos, o INE indica que estes aumentaram 10,6% nos proveitos totais e 9,2% nos relativos a aposento, para 891,1 milhões de euros e 701,6 milhões de euros, respetivamente.

O Algarve foi a região do país que mais contribuiu para os proveitos de julho, representando 34,2% dos proveitos totais e 34,3% dos proveitos de aposento, seguindo-se a Grande Lisboa (22,9% e 23,2%, respetivamente) e o Norte (14,1% e 14,2%, pela mesma ordem).

No entanto, os aumentos mais expressivos de proveitos ocorreram na RA Madeira (+20,8% nos proveitos totais e +21,9% nos de aposento) e no Centro (+12,6% e +13,0%, pela mesma ordem). Por sua vez, a Grande Lisboa apresentou os crescimentos mais modestos (+7,9% nos proveitos totais e +2,9% nos relativos a aposento).

No conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu 101,1 euros em julho, refletindo um aumento de 5,1%. O rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 151,8 euros (+5,6%).

Já valor de RevPAR mais elevado foi registado no Algarve (139,4 euros), seguindo-se a RA Madeira (124,9 euros), tendo os maiores crescimentos ocorrido nesta última (+17,6%) e no Centro (+9,0%). Na Grande Lisboa observou-se o crescimento mais modesto (+1,0%).

No caso do ADR, os valores mais elevados registaram-se no Algarve (194,4 euros), na Grande Lisboa (158,8 euros) e na RA Açores (158,0 euros), tendo a RA Madeira apresentado também neste indicador o maior crescimento (+15,3%).

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