O setor do alojamento turístico em Portugal voltou a bater recordes em 2025. De acordo com os dados preliminares divulgados esta sexta-feira, 30 de janeiro, pelo INE, os estabelecimentos de alojamento turístico registaram 32,5 milhões de hóspedes e 82,1 milhões de dormidas, os valores mais elevados de sempre, correspondendo a crescimentos anuais de 3,0% e 2,2%, respetivamente.
No conjunto do ano, o desempenho do setor refletiu-se também nos resultados financeiros. Os proveitos totais atingiram 7,2 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 7,2% face a 2024, enquanto os proveitos de aposento ascenderam a 5,5 mil milhões de euros, mais 6,8% em termos homólogos, confirmando 2025 como o melhor ano de sempre para a hotelaria nacional em termos de receitas.
Em dezembro de 2025, o alojamento turístico registou 1,9 milhões de hóspedes (+4,4%) e 4,3 milhões de dormidas (+3,0%). Nesse mês, os proveitos totais atingiram 335,9 milhões de euros e os proveitos de aposento 236,0 milhões de euros, com crescimentos de 6,6% e 5,7%, respetivamente, em comparação com dezembro de 2024.
O crescimento das dormidas em dezembro resultou de contributos positivos tanto do mercado interno, cujas dormidas aumentaram 6,0%, totalizando 1,7 milhões, como dos não residentes, que cresceram 1,1%, alcançando 2,6 milhões de dormidas.
A evolução das dormidas em dezembro revelou desempenhos distintos entre regiões. O Centro destacou-se com um crescimento de 8,4%, seguido do Oeste e Vale do Tejo (+5,7%) e do Norte (+5,2%), impulsionados sobretudo pelo aumento da procura interna.
Em sentido contrário, as regiões autónomas registaram quebras: Açores (-4,5%) e Madeira (-2,1%), sendo que nos Açores a diminuição foi particularmente penalizada pela redução das dormidas de não residentes (-18,2%).
No conjunto de 2025, o Reino Unido manteve-se como principal mercado emissor, representando 17,7% das dormidas de não residentes, apesar de uma quebra de 1,5%. Seguiram-se Alemanha (11,3%), Estados Unidos (9,6%), Espanha (9,1%) e França (7,4%). Entre os principais mercados, destacaram-se os crescimentos do Canadá (+5,8%) e dos Estados Unidos (+4,9%), enquanto França e Espanha registaram as maiores reduções.
A Madeira apresentou a estada média mais elevada do país, com 5,08 noites no mercado não residente, seguida do Algarve. Em termos de preços, a região autónoma destacou-se também com o ADR mais elevado, fixado em 124,3 euros, enquanto a Grande Lisboa concentrou 32,2% dos proveitos totais de dezembro.



