ANAV alerta para risco de filas e falhas operacionais nos aeroportos e pede resposta urgente

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A ANAV – Associação Nacional de Agências de Viagens manifestou preocupação com os potenciais impactos da implementação do novo sistema europeu de controlo de fronteiras nos aeroportos portugueses, alertando para riscos acrescidos na operação durante um período crítico para o turismo.

Em causa está a entrada em vigor do Entry/Exit System (EES), que visa reforçar a segurança no espaço Schengen, mas cuja implementação tem vindo a revelar constrangimentos operacionais.

Segundo a associação, existe “um risco sério de agravamento das filas de espera nos controlos de fronteira”, numa altura em que os aeroportos nacionais enfrentam níveis elevados de procura.

Os principais aeroportos portugueses — Aeroporto Humberto Delgado, Aeroporto Francisco Sá Carneiro e Aeroporto de Faro — são apontados como os mais expostos a estes constrangimentos, sobretudo em períodos de pico.

A ANAV sublinha que a recente decisão de suspender temporariamente a recolha de dados biométricos nas partidas, para evitar perdas de voos, demonstra que o sistema “ainda não se encontra totalmente estabilizado”, levantando dúvidas sobre a capacidade de resposta das infraestruturas.

Para a associação, a imprevisibilidade operacional já sentida está a dificultar o planeamento de viagens, aumentando o risco de perda de voos e falhas em ligações.

Este cenário traduz-se, segundo a ANAV, numa deterioração da experiência do passageiro e num aumento dos custos de assistência para agências e operadores turísticos.

“A dependência contínua de medidas de contingência não pode ser a solução para garantir a fluidez nos aeroportos portugueses”, afirma Miguel Quintas.

Fragilidades no handling agravam cenário

A associação alerta ainda para o impacto das fragilidades no setor do handling, que, conjugadas com os problemas no controlo de fronteiras, “fragilizam todo o sistema aeroportuário” e aumentam o risco de disrupções durante a época alta.

“Está em causa a imagem de Portugal enquanto destino turístico organizado e fiável, num momento crítico que corresponde ao primeiro e último contacto do visitante com o país”, sublinha Miguel Quintas.

Perante este cenário, a ANAV apela a uma atuação urgente e coordenada entre entidades como o Governo, a PSP, a Agência para a Integração, Migrações e Asilo e a ANA Aeroportos de Portugal.

O objetivo, segundo a associação, passa por garantir “previsibilidade, confiança e normalidade” no funcionamento dos aeroportos nacionais.

“A tranquilização do mercado exige sinais claros de controlo da situação — algo que, infelizmente, não se verificou em momentos recentes”, conclui o responsável.

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