A ANAV manifestou preocupação com a incerteza em torno do processo de atribuição de licenças de assistência em escala (handling) nos aeroportos portugueses, alertando para possíveis disrupções operacionais numa fase crítica para o turismo nacional.
Em causa estão os desenvolvimentos recentes do concurso, nomeadamente a contestação judicial em curso e o facto de o processo não estar concluído a cerca de dois meses do prazo limite atualmente definido.
Segundo Miguel Quintas, presidente da associação, “esta situação levanta sérias dúvidas quanto à estabilidade operacional do setor aeroportuário, podendo traduzir-se em impactos negativos na pontualidade dos voos, no tratamento de bagagens e na experiência global dos passageiros durante a época alta”.
O responsável sublinha ainda o contexto de incerteza adicional associado à implementação do novo sistema EES (Entry/Exit System), referindo que “estamos a entrar numa fase decisiva para o turismo nacional com demasiadas incertezas”. “O setor precisa de previsibilidade e não pode correr riscos numa área tão crítica como o handling aeroportuário”, acrescenta.
A associação alerta também para o impacto direto que eventuais constrangimentos poderão ter nas agências de viagens, que poderão ser chamadas a gerir atrasos, alterações operacionais ou irregularidades, com reflexos na confiança dos consumidores e na qualidade do serviço prestado.
Neste contexto, a ANAV apela às autoridades competentes para que seja encontrada, com urgência, uma solução que assegure a continuidade, fiabilidade e eficiência das operações aeroportuárias, salvaguardando o normal funcionamento do setor turístico em Portugal.



