A partir de 21 de janeiro de 2026, os cidadãos de Angola e Cabo Verde que pretendam viajar para os Estados Unidos com visto de negócios ou turismo terão de prestar uma caução de até 15 mil dólares (cerca de 12.800 euros), anunciou a administração norte-americana.
A medida insere os dois países numa lista de 38 estados sujeitos a este requisito, que já incluía Guiné-Bissau desde 1 de janeiro e São Tomé e Príncipe desde outubro de 2025. O valor da caução será determinado durante a entrevista consular e será reembolsado caso o viajante cumpra todas as condições do visto e saia dos EUA dentro do período autorizado.
No caso de Cabo Verde, o anúncio surge num ano em que o país participa no seu primeiro Mundial de futebol em solo norte-americano e mantém uma forte ligação com a diáspora nos EUA, onde vivem muitos emigrantes cabo-verdianos. As remessas de emigrantes são um pilar da economia do arquipélago, atingindo 30,6 mil milhões de escudos (278 milhões de euros) em 2024, um terço provenientes dos Estados Unidos.
A administração norte-americana defende que a exigência de cauções, que podem variar entre 5 mil e 15 mil dólares, visa garantir o cumprimento dos prazos de permanência autorizados. O pagamento não assegura a concessão do visto, mas será reembolsado caso o pedido seja recusado ou se todas as condições forem respeitadas.
Esta medida faz parte de um conjunto mais amplo de restrições e requisitos rigorosos para entrada nos EUA, incluindo a obrigatoriedade de entrevistas presenciais para todos os países sujeitos a visto. Recorde-se que anteriormente o presidente Donald Trump tinha proibido totalmente a entrada de cidadãos de países como Afeganistão, Irão, Síria, Somália e outros.



