Quarta-feira, Abril 22, 2026
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APAVT: TAP sublinha que “NDC tem de ser o futuro” das companhias aéreas

Mário Cruz, administrador executivo da TAP, afirmou esta sexta-feira, dia 25 de outubro, durante o Congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), que “o NDC [New Distribution Capability] tem de ser o futuro” das companhias aéreas, pois vai permitir “aquilo que queremos fazer em termos de personalização”.

O segundo dia do 49.º Congresso da APAVT contou com uma sessão intitulada “As Agências de Viagens e as Companhias Aéreas! Para onde vai a relação?”, que reuniu António Linares, CCO da Ibéria Portugal e Espanha, Christian Boutin, managing director Spain & Portugal da Amadeus, e Mário Cruz, administrador executivo da TAP.

António Linares, CCO da Iberia Portugal e Espanha, referiu que a companhia aérea espanhola acredita que o NDC “é a tecnologia certa para tirarmos o melhor de nós próprios no trabalho entre agências de viagens, fornecedores e plataformas tecnológicas e colegas”. No entanto, a integração não vem sem os seus desafios, visto que “como qualquer transformação, pode gerar alguma resistência”.

“Para nós, o que estamos a ver quando já lá estamos há mais de sete anos, desde 2017, é que 2024 foi um ano bastante importante e estamos a ver em Espanha uma diferenciação importante de conteúdos para tentar levar estes três intervenientes – as companhias aéreas, as agências de viagens e a GDS – a avançar naquela linha que acreditamos ser a forma de podermos competir”, disse o responsável da Iberia durante a sua intervenção.

Já Mário Cruz falou sobre a implementação do NDC na TAP, cujo processo teve início em fevereiro de 2023 e deverá estar em funcionamento no próximo ano. “O NDC vai ser o futuro, já é o futuro e tem de ser o futuro para todos nós porque vai permitir aquilo que queremos fazer no futuro em termos de personalização”, sublinhou o administrador executivo da companhia.

“Oferecer um melhor serviço ao cliente” passa pela “construção de ofertas mais personalizadas” e, para isso, é necessária uma plataforma que o permita fazer, disse o responsável. Ferramentas como “dynamic pricing” e “merchandising” também “permitirão construir aquele produto para o oferecer em diferentes canais”.

“Sim, envolve muita coordenação, muito investimento, mas acreditamos que no futuro isso irá possibilitar o melhor serviço que vamos prestar aos nossos clientes”, sublinhou Mário Cruz.

TAP comprometida com sustentabilidade

Mário Cruz referiu que a companhia aérea portuguesa tem “um compromisso muito grande com a sustentabilidade” e, para tal, “o mais importante e o investimento mais forte que a TAP está a fazer neste sentido é a modernização de toda a frota”. O administrador executivo indicou que, atualmente, “75% da nossa frota é do tipo Neo, que consome menos combustível e reduz o consumo de dióxido de carbono”.

Além disto, falou sobre o facto de que “a partir do próximo ano, 2025, haverá uma percentagem de combustíveis que deverão ser SAF [combustível sustentável de aviação]. Em 2025, foram nomeados 2% e em 2030 deverão ser de 10%”.

“O custo deste combustível é três ou quatro vezes superior ao custo do combustível normal, e isto vai obviamente gerar um custo para as companhias aéreas. Temos de ver como é que todos, em equipa, vamos participar nisto. No final, não é da responsabilidade de um, é da responsabilidade de todos nós que aqui estamos”, rematou Mário Cruz.

Tecnologia ao serviço das agências de viagens

Christian Boutin, managing director Spain & Portugal da Amadeus, afirmou: “o nosso objetivo no final é fazer com que a experiência do viajante seja a melhor e mais fluída possível do início ao fim. Deste ponto de vista, a tecnologia desempenha um papel fundamental”. Para o responsável, “a tecnologia vai ajudar-nos a ser melhores agentes”.

“Recentemente realizámos um estudo para compreender o que é que os diferentes líderes da indústria em todo o mundo pensavam sobre a tecnologia e como esta iria influenciar a sua atividade amanhã”, começou por contextualizar Christian Boutin. “Numa entrevista a mais de 1.300 profissionais em todo o mundo”, o estudo “Travel Tech Investment Trends” revelou que “91% viram que a tecnologia iria desempenhar um papel fundamental”.

“Estamos a falar de como gerimos dados, cloud computing, biometria, pagamentos digitais – tudo o que nos permitirá prestar um melhor serviço aos viajantes sendo mais eficientes”, apontou Boutin.

A relação entre companhias aéreas e agências de viagens

António Linares deixou claro que “a Iberia está consciente da importância das agências de viagens, que são os nossos melhores parceiros, os nossos melhores embaixadores, os melhores prescritores dos nossos produtos”.

O representante da Iberia afirmou ainda que é necessário “prestar um melhor serviço pós-venda”. “Neste momento, também estamos a falar de cartões de crédito virtuais e físicos, e estamos a trabalhar para isto porque sabemos que é importante para as agências de viagens”, acrescentou.

“No fundo, é ouvir as agências de viagens, andar de mãos dadas com elas e continuar a tornar as agências de viagens absolutamente complementares à venda dos nossos próprios canais”, concluiu António Linares.

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