Quinta-feira, Maio 23, 2024
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ARAC: Falta de viaturas mantém-se e está a impactar recuperação das rent-a-car

O canal mais prejudicado pela falta de semicondutores para incorporação nos veículos tem sido o dos alugadores de veículos (rent-a-car, rent-a-cargo e renting), alertou a ARAC na semana passada.

Segundo a Associação dos Industriais de Aluguer de Automóveis sem Condutor, as fábricas de construção de automóveis continuam a ter falta de semicondutores para incorporação nos veículos, existindo atualmente milhares de automóveis produzidos parqueados à espera do fornecimento de semicondutores para que se proceda à entrega dos mesmos. Face à situação descrita, “os fabricantes deram prioridade aos canais de venda mais rentáveis”, aponta a associação.

A ARAC entende que os fabricantes “não deverão esquecer o contributo determinante das empresas de aluguer de veículos há vários anos a esta parte, os quais sempre foram um setor que os apoiou nos tempos difíceis em que não tinham compradores para as viaturas produzidas”.

Em 2022, a frota de pico das empresas de rent-a-car em Portugal não deverá ultrapassar os 92.000 veículos face às cerca de 125.000 unidades registadas em 2019, “o que fará com que no ano em curso, em que o turismo demonstra uma clara recuperação, prevendo-se que sejam atingidos valores idênticos ao do período pré-pandemia, a oferta de veículos de rent-a-car seja inferior à procura, o que certamente será decisivo para o crescimento das taxas de ocupação”, sublinha a associação.

A esta situação, destaca a ARAC, acresce ainda “a redução ou mesmo o fim nalguns casos dos descontos de quantidade praticados pelos fabricantes às empresas de rent-a-car, o aumento do custo dos transporte e movimentação de viaturas e o aumento dos custos os combustíveis, o que consequentemente conduzirá a aumento dos preços a praticar junto da dos clientes, pois obviamente qualquer empresa irá certamente repercutir o aumento de custos nas tarifas a cobrar”.

No que respeita às zonas do país mais afetadas pela falta de veículos, de acordo com a associação, os Açores e Madeira lideram a escassez de viaturas disponíveis, seguindo-se o Algarve, Porto e Lisboa, “as quais como é sabido são zonas de forte impacto turístico”, sublinha a ARAC.

A ARAC relembra que a escassez de viaturas de rent-a-car e rent-a-cargo terá “uma influência determinante na oferta de viaturas de ocasião para venda, os chamados veículos seminovos, os quais que como é sabido são maioritariamente provenientes da renovação das frotas de rent-a-car e rent-a-cargo”.



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