As companhias aéreas mais seguras do mundo para 2026, segundo a Airline Ratings

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A Airline Ratings divulgou esta terça-feira, 13 de janeiro, a lista das companhias aéreas mais seguras do mundo para 2026. A TAP Air Portugal surge na 16.ª posição do ranking das transportadoras de serviço completo, integrando o Top 25 mundial.

A lista, elaborada pela plataforma internacional especializada em segurança e avaliação de produtos das companhias aéreas, avalia 320 transportadoras a nível global. Nesta edição, o Top 5 das companhias aéreas full-service é composto pela Etihad, Cathay Pacific, Qantas, Qatar e Emirates, num ranking marcado por diferenças muito pequenas entre os líderes e pelo reforço dos critérios de prevenção de turbulência, atualmente considerada a principal causa de lesões a bordo.

Segundo a plataforma, a proximidade entre as companhias melhor classificadas deve ser interpretada como um sinal de maturidade do setor e não como “lacunas na segurança”. A CEO Sharon Petersen sublinha que “menos de quatro pontos separam as posições do 1.º ao 14.º, e no topo da lista as margens foram ainda mais baixas, com apenas 1,3 pontos a separar as posições do 1.º ao 6.º na categoria de serviço completo”.

A responsável defende, neste sentido, que “podemos estar a chegar a um ponto em que os rankings tradicionais correm o risco de serem enganadores e em que agrupar as companhias aéreas em níveis de desempenho oferece um reflexo mais preciso da realidade”. 

“Todas as companhias aéreas no Top 25 são líderes mundiais em segurança da aviação, e afirmar que uma é significativamente mais segura ou menos segura do que outra é sensacionalista e falso”, alerta Petersen.

As 25 companhias aéreas full-service mais seguras para 2026

Uma das principais novidades do ranking de 2026 é a liderança da Etihad Airways, que se torna a primeira companhia aérea do Golfo Pérsico a ocupar o primeiro lugar. De acordo com Sharon Petersen, este resultado reflete “uma combinação de fatores” incluindo “uma frota jovem, avanços na segurança da cabine de pilotagem, especialmente em relação à turbulência, um histórico sem acidentes e a menor taxa de incidentes por voo entre todas as companhias avaliadas”.

A participação da Etihad numa auditoria independente de segurança a bordo e a sua “excelente adesão à gestão da turbulência na cabine” foram igualmente determinantes para o primeiro lugar.

Entre as estreias na lista destacam-se a Fiji Airways e a Starlux. A inclusão da Starlux, apesar de ser uma companhia relativamente jovem, deve-se à “abordagem excecional à segurança e à transparência”, justifica a CEO. Também o reconhecimento do setor pesou na avaliação: “o facto de outras companhias aéreas líderes falarem sobre ela diz tudo”.

Já a Singapore Airlines regressa à lista após ter sido excluída em 2025, na sequência de um “grave incidente relacionado com a turbulência”. Depois de uma visita ao centro de segurança e formação da companhia e de “extensas conversas com a equipa de operações”, a Airline Ratings considerou reunidas as condições para o seu regresso ao Top 25.

Confira a lista completa das 25 companhias aéreas de serviço completo mais seguras para 2026:

  1. Etihad
  2. Cathay Pacific
  3. Qantas
  4. Qatar
  5. Emirates
  6. Air New Zealand
  7. Singapore Airlines
  8. EVA Air
  9. Virgin Australia
  10. Korean Air
  11. Starlux
  12. Turkish Airlines
  13. Virgin Atlantic
  14. ANA
  15. Alaska Airlines
  16. TAP Air Portugal
  17. SAS
  18. British Airways
  19. Vietnam Airlines
  20. Iberia
  21. Lufthansa
  22. Air Canada
  23. Delta
  24. American Airlines
  25. Fiji Airways

As 25 companhias aéreas low-cost mais seguras para 2026

Além das transportadoras de serviço completo, a Airline Ratings avaliou também as companhias aéreas low-cost mais seguras do mundo para 2026.

Entre as novidades, a inclusão da Spring Airlines China marca um momento histórico, tornando-se a primeira companhia chinesa a figurar em qualquer ranking da Airline Ratings. A airBaltic também se destacou ao dar um “salto significativo” e entrar diretamente para o Top 10.

Sharon Petersen enfatizou que “a HK Express conquistou o primeiro lugar pela segunda vez, impulsionada por uma frota moderna, uma taxa de incidentes excecionalmente baixa e uma auditoria de segurança a bordo quase impecável”, considerando que a operação da companhia é “altamente disciplinada e bem gerida”, mesmo perante os rigorosos requisitos de notificação de incidentes de Hong Kong.

Consulte a lista completa das 25 companhias aéreas de baixo custo mais seguras para 2026:

  1. HK Express
  2. Jetstar Airways
  3. Scoot
  4. flydubai (agora considerada uma companhia aérea de serviço completo e será avaliada em conformidade em rankings futuros)
  5. EasyJet Group
  6. Southwest
  7. airBaltic
  8. VietJet Air
  9. Wizz Air Group
  10. AirAsia Group
  11. TUI UK
  12. Vueling
  13. Norwegian
  14. JetBlue
  15. FlyNAS
  16. Cebu Pacific
  17. Jet2
  18. Ryanair Ireland and UK
  19. Spring Airlines China
  20. Transavia Group
  21. Eurowings Group
  22. Volaris
  23. WestJet Group
  24. GOL
  25. SKY Airline Chile

Metodologia com foco reforçado na turbulência

A Airline Ratings explica que a metodologia mantém critérios consistentes ao longo dos anos, como taxas de incidentes ajustadas ao número de voos, idade da frota, incidentes graves, formação de pilotos e auditorias internacionais de segurança. No entanto, em 2026, a plataforma decidiu “dar maior ênfase à prevenção de turbulência, uma vez que continua a ser a principal causa de lesões em voo”, explica a CEO.

Para isso, foi tida em conta a participação das companhias no programa Turbulence Aware da IATA ou em sistemas equivalentes, bem como os resultados das auditorias de segurança a bordo conduzidas pela própria Airline Ratings. “A transparência das companhias aéreas é fundamental para este processo”, sublinha Sharon Petersen.

“De um modo geral, é importante notar que todas as companhias aéreas presentes na lista de 2026 registaram incidentes nos últimos dois anos, desde colisões com a cauda da aeronave a incêndios a bordo e paragens de motores. No entanto, a taxa real de incidentes por voo situa-se entre 0,002 e 0,09 em todas as companhias aéreas, o que é um verdadeiro mérito para o setor como um todo”, conclui.

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