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Azores Airlines transportou mais 25,7% de passageiros este verão do que em 2019

O grupo SATA acaba de anunciar, esta quarta-feira, 19 de outubro, o desempenho do trimestre de verão nas companhias aéreas do grupo – SATA Air Açores e Azores Airlines. A Azores Airlines registou um EBITDA (Resultados Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações) de 18,1 milhões de euros no terceiro trimestre do ano, em receitas de 90,2 milhões de euros. Estes valores comparam favoravelmente com o trimestre equivalente de 2019, em que a companhia registou 7,3 milhões de euros EBITDA, com receitas totais de 64,6 milhões de euros. De julho a setembro, a Azores Airlines transportou 421 mil passageiros, mais 25,7% do que os 335 mil transportados em 2019.

O grupo SATA afirma que foi determinante para o desempenho, neste verão de 2022, “o desenvolver de uma estratégia comercial de forte proximidade com passageiros e agentes de mercado e um desempenho operacional robusto que possibilitou à Azores Airlines ultrapassar os graves problemas operacionais que marcaram o verão nos vários aeroportos europeus e americanos.”

A SATA sublinha que os resultados continuaram a ser fortemente impactados pela conjugação do aumento de preço dos combustíveis com a desvalorização do euro face ao dólar. O total de custo de combustível, até setembro, foi de 57,4 milhões de euros, mais 91,4%, quase o dobro, face a 2019, equivalente a mais 27,5 milhões de euros. Nos primeiros nove meses do ano, o custo de combustível representa 36,5% dos custos versus 18,8% em 2019.

De mesmo modo, “a SATA Air Açores teve um excelente desempenho neste período”, marcado pelo aumento da mobilidade inter-ilhas que exigiu a introdução de uma nova aeronave Dash Q400 para responder ao aumento da procura. No trimestre de Verão, a SATA Air Açores registou um EBITDA de 5,8 milhões de euros (que compara com o valor de 2,9 milhões de euros em 2019) com receitas de 31,2 milhões de euros (comparativamente aos 22,5 milhões de euros em 2019). Neste verão, a SATA Air Açores transportou 336 mil passageiros, mais 19,0% do que os 283 mil de 2019. Embora menos exposta ao problema de combustível, ainda assim o custo desta rubrica no período ascendeu a 8,2 milhões de euros, o dobro dos 4,1 milhões em 2019.

Desafios da operação

No ano, o principal desafio destacado pelo grupo prende-se com a tesouraria da operação. “De facto, o elevado preço dos combustíveis, o continuado enfraquecimento do euro, a ausência de compensação nas Obrigações de
Serviço Público para o Continente e os elevados encargos da dívida histórica, condicionam continuamente a atividade, absorvendo uma parte desproporcional dos recursos libertos. Ainda assim, a concretizarem-se as reservas de tráfego, e consequente receita no último trimestre do ano, ambas as companhias aéreas devem registar o melhor ano de sempre nestas rubricas, bem como uma melhoria de Resultados Operacionais face a 2019. No global, apesar dos fatores adversos, a recuperação da SATA está em linha com o traçado no Plano de Restruturação aprovado pela Comissão Europeia”, conclui a SATA na sua nota informativa.

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