O mais recente Barómetro do Turismo IPDT revela um elevado nível de confiança no setor, impulsionado sobretudo pela temporada de verão. Os empresários mostram-se otimistas quanto ao crescimento da atividade turística, motivado pela procura internacional.
A edição de julho registou 83,3 pontos, um dos valores mais elevados desde a criação do projeto, em 2006. Além disso, antecipa um 2.º semestre positivo, mas lança alertas estratégicos que exigem “visão, investimento e ação coordenada”.
Os principais destaques da 74.ª edição do Barómetro
Os profissionais esperam um crescimento acentuado no mercado externo, impulsionado pelo Reino Unido, Espanha, EUA, França e Alemanha. As expectativas apontam para um verão com mais turistas, mais dormidas e receitas superiores, refletindo uma procura internacional com maior poder de compra e interesse pela oferta portuguesa.
Por sua vez, o mercado interno mantém estabilidade face ao verão recorde de 2024, o que é visto como um “sinal de resiliência da procura nacional num contexto de inflação e contenção do consumo”. Por último, os profissionais do setor identificam o mercado asiático como um eixo estratégico ainda “subaproveitado”.
Contudo, destacam a necessidade de uma atuação mais coordenada, centrada em conectividade aérea direta com os principais hubs asiáticos, parcerias com operadores turísticos e OTAs especializadas, campanhas digitais culturalmente ajustadas e facilitação de vistos e entrada.
A edição assinala também os 40 anos da integração de Portugal na CEE, sublinhando os impactos positivos da mobilidade Schengen, da adoção do euro e do acesso a fundos comunitários na modernização turística do país.
“A confiança do setor é sustentada, mas não pode ignorar os desafios. A instabilidade climática, as limitações de infraestruturas críticas como o aeroporto de Lisboa e a crescente retórica antiturismo exigem respostas firmes e estruturadas”, alerta António Jorge Costa, presidente do IPDT.




