O Turismo de Portugal aprovou em Diário da República o novo regulamento da Bolsa Luís Patrão, reforçando significativamente este programa de apoio à formação no setor, que poderá passar a atribuir até 20 bolsas e duplicar a dotação anual para um milhão de euros.
A deliberação introduz mudanças relevantes face ao modelo anteriormente conhecido, que previa a atribuição de 10 bolsas no valor global de 500 mil euros.
Com o novo enquadramento, o programa passa a prever 20 bolsas anuais, divididas entre formação académica avançada (pós-graduações, mestrados e MBAs) e formação profissional especializada.
Criada em 2023, a Bolsa Luís Patrão assume-se como uma ferramenta de qualificação de jovens talentos, alinhada com a Estratégia Turismo 2035. O objetivo é preparar uma nova geração de profissionais com competências em áreas como gestão, inovação, sustentabilidade e internacionalização.
O programa divide-se em duas tipologias distintas: dez bolsas para pós-graduações, mestrados e MBAs (Tipologia A) e dez para formação profissional especializada (Tipologia B). Caso exista disponibilidade orçamental, poderão ainda ser atribuídas até mais dez bolsas adicionais.
As formações apoiadas poderão decorrer em instituições de ensino de referência internacional — incluindo escolas presentes em rankings como o Financial Times Executive Education ou CWTS Leiden — bem como na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril.
Além de propinas, inscrições e taxas académicas, o apoio financeiro poderá incluir um subsídio mensal para despesas de vida, como alojamento, alimentação e transportes.
Os valores máximos definidos são de cerca de 1.300 euros mensais para estudos em Portugal e mais de 2.100 euros para formação no estrangeiro, alinhados com as referências da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
O programa destina-se a candidatos até aos 35 anos, residentes em Portugal e com situação contributiva regularizada. No caso das bolsas académicas, é exigida uma média mínima de 14 valores no percurso anterior.
A iniciativa pretende reforçar a qualificação dos recursos humanos do setor, sobretudo num tecido empresarial dominado por microempresas e PME, promovendo também a criação de uma rede de jovens talentos com formação avançada.


