A Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo (APAVT) convidou a Embaixadora da Ucrânia, Inna Ohnivez, para uma conferência de imprensa na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), esta quinta-feira, dia 17 de março.
Na mesa esteve presente o Presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, o Presidente da Assembleia Geral da APAVT, Tiago Raiano, o Diretor Executivo, Ricardo Figueiredo e a Embaixadora da Ucrânia em Portugal, Inna Ohnivez.
Pedro Costa Ferreira inicia a conferência de imprensa afirmando que “a Ucrânia é um destino turístico que recebe cerca de 14 milhões de turistas por ano”. Porém, de acordo com o presidente da assembleia geral, “o “maior desafio da Ucrânia será quando a guerra acabar, quando o foco mediático se distanciar do país, a reconstrução”.
“É nesse grande desafio que a APAVT vai querer participar, porque vai ser necessário sermos turistas na Ucrânia e futuramente será preciso promover o destino turístico e incentivar um maior fluxo de turistas”, sublinha.
A APAVT está a definir, em conjunto com a embaixada ucraniana, a empregabilidade de ucranianos que possam estar ligados ao turismo em Portugal. Inna Ohnivez agradece ao Governo Português pela integração de cidadãos no país e declara que “já chegaram a Portugal mais de 11 mil ucranianos e 11.800 já receberam o estatuto, o que significa que podem procurar trabalho em Portugal”.
Inna Ohnivez explica que “desde dia 24 de fevereiro, a Rússia está a travar uma guerra em grande escala contra a Ucrânia, devido aos bombardeamentos feitos pelas tropas russas, por esse motivo vários tesouros culturais foram colocados em risco”, porém, defende que “a Ucrânia tem direito à preservação da sua história e aos seus patrimónios, que são âncoras da sua identidade e memória”.
Recorde-se de que a Ucrânia tem sete monumentos registados como Património Mundial da Unesco: Em Kiev, a Catedral de Santa Sofia de Kiev e o Conjunto de Edificações Monásticas e Monastério de Kiev-Petchersk (1990); em Lviv, o Conjunto do Centro Histórico (1998), o Arco Geodésico de Struve (2005), as Florestas Primárias de Faia dos Cárpatos (2007), a Residência dos Metropolitas da Bucovina e da Dalmácia (2011), a Cidade Antiga de Queroneso e sua Chora (2013) e as Tserkvas de madeira da região dos Cárpatos, na Polônia e Ucrânia (2013).
No decorrer da conferência de impressa foi sublinhado, pela embaixadora, que o Banco Nacional da Ucrânia abriu uma conta para apoiar as forças armadas ucranianas e o Governo Ucraniano criou um fundo de restauração de infraestrutura devido à pressão militar russa.
“A Ucrânia como património histórico, cultural e artístico vai abrir os seus braços hospitaleiros aos turistas de todo o mundo, esperamos num futuro próximo, depois da nossa vitória”, conclui Inna Ohnivez.



