O Instituto do Turismo de Cabo Verde rejeitou o que considera ser um “alarmismo” gerado por notícias internacionais recentes que associam o destino a riscos de saúde pública, garantindo que o país continua a ser um destino seguro para turistas.
Em comunicado, o instituto presidido por Jair Fernandes esclarece que as informações divulgadas, sobretudo pela imprensa britânica, são “descontextualizadas e prejudiciais à reputação do país”, não refletindo a realidade no terreno.
A instituição reconhece a ocorrência de sete casos de turistas britânicos afetados ao longo dos últimos três anos, mas sublinha que estes tiveram origem num foco de contaminação já identificado e intervencionado.
Na sequência, foram reforçadas medidas de segurança alimentar, incluindo ações de formação em normas HACCP dirigidas a mais de 300 operadores locais, numa operação coordenada pelo Instituto de Turismo de Cabo Verde.
O instituto considera que “há uma diferença clara entre relatar casos pontuais, que acontecem em qualquer destino do mundo, e construir narrativas que induzem medo e distorcem a realidade”.
Segundo o comunicado, operadores turísticos nacionais e internacionais partilham da mesma posição, defendendo que não existe qualquer situação que justifique a classificação de Cabo Verde como destino inseguro.
O Instituto do Turismo de Cabo Verde alerta ainda para o impacto negativo deste tipo de cobertura mediática em economias altamente dependentes do turismo, como é o caso do arquipélago.
“O problema não está nos factos, mas na forma como são relatados na imprensa”, refere o presidente, acrescentando que títulos sensacionalistas contribuem para criar uma perceção de risco que não corresponde à realidade.
O Instituto do Turismo de Cabo Verde reforça três mensagens-chave ao mercado: Cabo Verde mantém elevados padrões de segurança, não existe qualquer crise sanitária e a informação deve ser analisada de forma crítica.
Na mesma nota, o instituto reafirma o compromisso de continuar a trabalhar com operadores e autoridades de saúde para garantir a confiança no destino, apelando também a uma maior responsabilidade editorial por parte dos meios de comunicação.
“O país está bem, recomenda-se e continua a ser um dos destinos mais seguros e procurados do Atlântico”, conclui o presidente.



