As empresas hoteleiras ocidentais, embora condenem o conflito militar, ainda não estão preparadas para abandonar os contratos de franchising com a Rússia, mas estão a acompanhar de perto os desenvolvimentos naquela região do mundo.
Um porta-voz da Accor, com sede em França, citado pelo Hotel News Now, afirma que a empresa hoteleira global “continuará a operar na Rússia, pois, desempenhamos um papel fundamental no apoio a funcionários, comunidades locais, organizações não governamentais (ONG). Acrescenta, ainda, “nós nunca deixamos um país em turbulência e atualmente não temos planos de fazê-lo”.
A Accor tem 53 hotéis e 9.065 quartos na Rússia nas marcas Adagio, Ibis, Ibis Budget, Ibis Styles, Mercure, Mövenpick, Novotel, Pullman, Rixos, SO e Swissötel.
A marca global de hotéis decidiu suspender todas as inaugurações planeadas e desenvolvimentos futuros na Rússia.
O porta-voz declara que “estamos a suspender as parcerias de fidelidade com empresas russas”.
Antes da crise, a Accor disse em comunicado que pretendia aumentar o portfólio russo, com hotéis em desenvolvimento como: Novotel Moscow ComCity, o Ibis Styles Kogalym Russia e o Mövenpick Resort & Spa Anapa Miracleon.
O Hyatt Hotels Corp., em relação à situação atual, disse que “estamos de coração partido com a devastação que se desenrola na Ucrânia e as crescentes tragédias resultantes de ações militares, perda de vidas e fuga de centenas de milhares de pessoas”.
A empresa afirmou que o seu foco está nos funcionários e hóspedes, além de contribuir para fundos de ajuda.
Num comunicado divulgado em 8 de março, a Marriott International anunciou um programa de doação de pontos Marriott Bonvoy para apoiar os esforços da UNICEF e da World Central Kitchen na Ucrânia.
Segundo o comunicado, “atualmente, estamos a trabalhar com organizações de caridade focadas em fornecer refeições, assistência médica, água potável e vários hotéis oferecem alojamento a refugiados da Ucrânia”.
O setor hoteleiro russa teme que a crise influencie os lucros que obtiveram no ano de 2021, em que a diária média subiu para 5.893 rublos russos, um aumento de 2,2% em relação ao ADR de 5.767 rublos de 2019.
Lada Samodumskaya, diretora do Hotel Baltschug Kempinski Moscow, declara que “a previsão para 2022 é uma incerteza hipertrofiada”.
Blake Anderson-Buntz, sócio-gerente da consultora de negócios Horwath HTL, disse que “a hotelaria russa enfrenta muitos desafios, incluindo inflação, aumento das taxas de juros o que complicará o financiamento de projetos, escassez de pessoal à medida que os funcionários fogem da indústria e ajuda do governo que é muito pouca”.
De acordo com a STR, empresa de análise hoteleira da CoStar, existem 133.012 quartos em 1.583 hotéis independentes no país.
As cinco principais marcas de hotéis que operam na Rússia, de acordo com o STR são: Radisson Hotels Group, Accor, Marriott International, IHG Hotels & Resorts e Azimut Hotels, com sede em Moscovo.
O site da Radisson diz ter 38 hotéis e 10.070 quartos na Rússia nas marcas:Park Inn by Radisson, Radisson, Radisson Blu e Coleção Radisson.
Hilton, AMAKS Hotels & Resorts, com sede em Moscovo, Wyndham Hotels & Resorts, Hyatt Hotels Corp., Best Western International e a empresa finlandesa Sokos também têm presença na Rússia.



