CATAI reforça aposta em Portugal com equipa local para “estar mais perto das agências”

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A CATAI apresentou esta quarta-feira, em Lisboa, uma nova estrutura para o mercado português, abandonando o modelo de gestão remota a partir de Madrid e assumindo uma operação assente numa equipa própria em Portugal. A mudança é encarada pela empresa como “uma viragem total e absoluta” na estratégia da marca no país e integra a aposta da Ávoris em reforçar a sua presença no mercado português.

“Vamos passar a ter uma equipa operacional em Portugal e todas as operações vão estar centralizadas em Portugal”, afirmou Constantino Pinto, diretor comercial da operação turística da Ávoris em Portugal.

A nova equipa da CATAI Portugal será liderada por Isabel Almeida, responsável pelas áreas de produto e operações, acompanhada por Tânia Ribeiro e Filipa Mateus na gestão operacional. A equipa trabalhará em articulação com a operação espanhola e contará também com o acompanhamento de Miguel Osuna, recentemente nomeado country director da Ávoris em Portugal.

“Hoje marca um antes e um depois na evolução da CATAI neste país”, afirmou Amaya Hernangómez, diretora-geral da marca, durante a apresentação. A responsável destacou ainda que a nova equipa portuguesa será “os ouvidos da marca” no mercado nacional e terá como missão “escutar realmente o mercado português” e adaptar a oferta às necessidades dos viajantes e das agências portuguesas.

Também Raul Serrano, responsável da área de tour operação do grupo, admitiu que a operação portuguesa precisava de uma abordagem diferente. “Percebemos que não é o mesmo comercializar produtos para Portugal a partir de Espanha do que comercializá-los diretamente em Portugal”, afirmou.

Segundo o responsável, um dos principais objetivos da nova estrutura passa por “estar mais perto dos agentes de viagens”.

Filipa Mateus, Isabel Almeida e Tânia Ribeiro, a nova equipa da CATAI em Portugal.

Raul Serrano admitiu que a nova estrutura surge num momento em que a empresa quer acelerar fortemente o crescimento no mercado português. “A nossa intenção é poder duplicar”, afirmou, referindo-se aos objetivos de crescimento da operação da CATAI em Portugal. O responsável acrescentou que o grupo poderá reforçar a equipa local caso o crescimento da atividade o justifique.

A empresa anunciou também um plano de formações presenciais dirigido às agências de viagens portuguesas, que arranca já na próxima semana nas instalações da marca em Lisboa.

Segundo Isabel Almeida, a CATAI pretende apostar fortemente na formação do mercado sobre o produto da marca. “Sentimos que faz falta conhecerem o nosso produto”, afirmou.

As formações decorrerão inicialmente às segundas, quartas e quintas-feiras, em grupos reduzidos de cerca de 20 agentes por sessão. “Temos um produto muito premium e queremos que os agentes se sintam completamente à vontade para tirarem dúvidas e perceberem efetivamente o que estão a vender”, explicou.

A equipa da CATAI irá trabalhar a partir do espaço da B travel Brand, na Avenida Fontes Pereira de Melo, que o grupo quer transformar também num ponto de encontro mais próximo com as agências de viagens, através de formações, apresentações de produto e ações comerciais.

A responsável revelou ainda que o site da CATAI Portugal já está totalmente adaptado ao mercado português, com programação em português, partidas de Lisboa e Porto, tarifas privadas e catálogo próprio de grandes viagens.

Nas próximas semanas, a empresa prevê lançar mais programação específica para Portugal, incluindo novos catálogos adaptados ao mercado nacional.

Ásia continua estratégica, mas empresa reforça outros destinos

Apesar do atual contexto geopolítico e das limitações associadas ao Médio Oriente, a Ásia continuará a ser uma das grandes apostas da CATAI no segmento de longo curso.

“A Ásia vai ser sempre uma grande aposta nas grandes viagens”, afirmou Isabel Almeida, admitindo, no entanto, que o contexto atual obriga a empresa a reforçar temporariamente outros destinos.

Entre os mercados que estão a ganhar peso encontram-se os safaris em África, América Latina, Estados Unidos e circuitos europeus. A empresa destacou também a aposta na Lapónia como produto familiar para o mercado português e revelou que pretende desenvolver mais experiências exclusivas e personalizadas. Entre os exemplos apresentados estão safaris exclusivos para clientes CATAI, fly & drives nos Estados Unidos e programas na Rota 66 com Harley-Davidson, apontados como produtos exclusivos para o mercado português.

“A forma de viajar de um cliente português não tem de ser a mesma de um cliente espanhol”, afirmou Amaya Hernangómez, defendendo que os viajantes procuram cada vez mais personalização e experiências desenhadas à medida.

Durante a apresentação, os responsáveis responderam também à perceção existente no mercado de que a CATAI é um operador de preço elevado.

“A CATAI não é cara, é boa”, afirmou Raul Serrano, defendendo que o posicionamento premium da marca está ligado à qualidade do serviço, personalização e detalhe dos programas.

A empresa considera que parte dessa perceção resulta do desconhecimento do produto e da comparação direta com propostas diferentes.

“Uma viagem para o Japão pode ser uma viagem para o Japão, mas nem todas são iguais”, sublinhou Amaya Hernangómez, apontando diferenças ao nível das companhias aéreas, hotelaria, alimentação, escalas e experiências incluídas.

Ávoris reforça aposta em Portugal

A criação da nova estrutura da CATAI surge uma semana depois da nomeação de Miguel Osuna como country director da Ávoris em Portugal e é apresentada pelo grupo como um sinal da importância estratégica do mercado português.

“A vinda de um country manager demonstra a importância que o grupo dá ao mercado português”, afirmou Constantino Pinto, diretor comercial da operação turística da Ávoris em Portugal.

Segundo o responsável, a estratégia passa por “aportuguesar” cada vez mais as marcas do grupo e adaptar os produtos às especificidades do mercado nacional.

Durante a sessão, os responsáveis reforçaram também que a CATAI continuará a operar exclusivamente através das agências de viagens. “Somos operadores puros e duros”, afirmou Constantino Pinto, garantindo que a marca continuará focada exclusivamente no canal de distribuição através das agências.

No final da apresentação, a empresa confirmou ainda que a Iberojet garantiu o fornecimento de combustível para toda a temporada e assegurou que não irá aplicar suplementos de combustível nas operações próprias da companhia. Já algumas operações charter de médio curso, a partir do Porto, realizadas por companhias subcontratadas, poderão sofrer ajustes tarifários relacionados com o aumento do jet fuel.

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