CEO da IHG apresenta nova marca de hotéis e reforça estratégia de crescimento

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A IHG Hotels & Resorts anunciou uma nova estratégia de crescimento, com o lançamento de uma marca de hotéis mid-scale. Numa entrevista à Skift, Elie Maalouf, o recém-nomeado CEO do grupo hoteleiro, revelou a sua abordagem para tornar o portfólio da empresa ainda mais apelativo tanto para os proprietários como para os hóspedes.

Maalouf não é um novato no operador hoteleiro de Windsor, Reino Unido, cujas marcas incluem Holiday Inn, Avid, Kimpton e Six Senses. Anteriormente, dirigiu a atividade do grupo na América do Norte durante 8 anos.

“É o meu sexto ano no conselho de administração, pelo que tenho sido parte integrante não só da nossa estratégia para as Américas, mas também da nossa estratégia global”, afirmou Maalouf. “Supervisionei a expansão da nossa carteira em todos os segmentos, incluindo o luxo e o estilo de vida, a nossa expansão para o segmento médio, uma expansão geográfica global e o reforço do nosso plano de fidelização e dos nossos sistemas empresariais e sistemas de gestão de receitas.”

Ainda sem nome oficial, Maalouf avançou que a nova marca da IHG será voltada para conversões, em vez de novas construções, proporcionando uma oportunidade para proprietários de hotéis de qualidade no segmento médio. Segundo o CEO, a cadeia hoteleira recebeu interesse “definitivo” por parte de proprietários de cerca de 100 propriedades para a nova marca.

“Se fosse proprietário de um ativo de boa qualidade de gama média, mas que não se enquadrasse na forma, tamanho e requisitos de um Holiday Inn Express, não tínhamos uma marca para oferecer”, afirmou Maalouf. “Agora temos”.

No entanto, a estratégia da IHG também se concentra em fortalecer as ofertas de luxo e lifestyle. “Hoje, o luxo e o lifestyle representam globalmente 30% de todos os quartos da IHG e representam 21% do nosso pipeline”, observou Maalouf.

Novo CEO da IHG

Com um histórico de sucesso na liderança da expansão da IHG nas Américas, Maalouf tem como objetivo não apenas expandir o portfólio, mas também tornar os hotéis mais atrativos para proprietários e hóspedes. Através de estratégias como a marca Avid, lançada em 2017, a IHG conseguiu reduzir os custos de desenvolvimento e tornar os modelos operacionais mais simples.

No entanto, Maalouf reconhece os desafios que a empresa enfrenta, especialmente no que diz respeito ao ritmo de crescimento em comparação com os concorrentes. A IHG anunciou um “crescimento líquido do tamanho do sistema” de 4,6% no primeiro semestre deste ano, enquanto a Marriott prevê um crescimento de pelo menos 6,4% e a Hilton projeta um crescimento líquido de cerca de 5% para 2023.

Para manter o império em expansão, a IHG anunciou na terça-feira uma nova marca de conversão. Segundo o Skift, as marcas de conversão podem expandir-se mais rapidamente do que as novas construções, que normalmente demoram mais tempo devido a atrasos na construção.

Maalouf também pode vir a recorrer a fusões e aquisições para manter o crescimento. Mas, ao contrário dos negócios recentes da IHG, que envolveram as marcas de luxo Six Senses, Regent e Iberostar, parece provável que Maalouf se dedique mais ao segmento mid-scale.

O responsável disse que se preocupa com todas as variáveis que afetam o algoritmo de crescimento da IHG, como a eficácia do seu programa de fidelização e a sua capacidade de estabelecer tarifas para quartos e serviços. Mas uma das suas características distintivas, de acordo com a Skift, tem sido trabalhar em estreita colaboração com os proprietários para posicionar as marcas da IHG como mais competitivas do que as dos concorrentes.

Um quarto King Premium Bay com varanda no Hotel Indigo Panama City Marina, inaugurado em 2023 no histórico bairro à beira-mar da Cidade do Panamá. Fonte: IHG

Crescimento constante da IHG

Nesse período, a cadeia hoteleira alcançou um lucro antes de impostos de 567 milhões de dólares (516 milhões de euros), o que representa um aumento de 61% em comparação com o ano anterior. A sua receita também evidenciou um crescimento significativo, aproximando-se dos 1,02 mil milhões de dólares (92 milhões de euros). Este valor reflete a dedução da receita que foi recolhida e subsequentemente reinvestida ou alocada às suas propriedades geridas e franchisadas.

A IHG registou igualmente um aumento na receita global por quarto disponível, um indicador-chave do setor. Esse valor situou-se 8,7% acima do período pré-pandemia de 2019. A taxa de ocupação revelou-se também robusta, com apenas um decréscimo de 1,3 ponto percentual em relação aos níveis de ocupação de 2019, a nível global, em média.

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