Quinta-feira, Fevereiro 22, 2024
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Concurso público para privatizar 39 hotéis em Angola arranca este mês

O Governo angolano prepara-se para levar a leilão eletrónico, ainda este mês, 39 unidades hoteleiras situadas em 15 das 18 províncias do país, com vista ao relançamento do setor do turismo em Angola.

O Instituto de Gestão de Ativos e Participações do Estado (IGAPE) promoveu, na passada quinta-feira, dia 8, uma sessão para anunciar que ativos vão a leilão, detalhando que são 39 hotéis, da rede UI (28), IKA (10) e BINA (1), na sequência de um despacho Presidencial datado de janeiro, que autoriza a abertura do concurso público, na modalidade de alienação de ativos.

As unidades hoteleiras encontram-se localizadas nas províncias de Luanda, Cabinda, Cuanza-Sul, Cuanza-Norte, Benguela, Lunda-Norte, Lunda-Sul, Huíla, Huambo, Malanje, Uíje, Cunene, Namibe, Moxico e Bié.

Em declarações à imprensa, no final da cerimónia, o chefe de departamento de privatizações do IGAPE, João Sionguele, referiu que a perspetiva do lançamento do concurso aconteça ainda durante o mês de fevereiro, após um trabalho para determinar o valor base de licitação, que vai resultar da análise do estado atual das unidades hoteleiras e da expectativa de negócio das mesmas.

“É um trabalho que ainda está em curso e o valor de base de licitação será conhecido aquando do lançamento do concurso, uma vez que o mesmo será desencadeado via plataforma de leilão eletrónico e é necessário a partilha desta informação para os interessados terem uma ideia da expectativa a nível do valor definido para esses ativos”, referiu.

João Sionguele frisou que na rede IU 13 unidades estão operacionais e 15 paralisadas, ou seja, de portas fechadas, mas com todos os equipamentos instalados, frisando que depois de lançado o concurso os candidatos poderão visitar as infraestruturas para constatação do estado operacional das mesmas.

“Em relação aos IKA, uma unidade está a funcionar em Luanda, algumas encontram-se paralisadas (3) e outras em estado inacabado (6)”, indicou.

O responsável do IGAPE avançou que existem já várias manifestações de interesse, como do grupo Pestana de Portugal e outros grupos empresariais da atividade hoteleira, havendo igualmente uma grande intenção dos grandes ‘players’ do setor nacionais.

Por sua vez, o presidente da Associação dos Hotéis e Resorts de Angola (AHRA), Ramiro Barreira, salientou que foi expressa a visão da associação no sentido de tornar viável este processo, sempre “na base da transparência”, para que os empresários consigam efetivamente ter acesso a estas privatizações.

“É fundamental defender as pequenas e médias empresas. É necessário alienarmos, mas também defendermos o empresariado nacional, porque nós não queremos vender tudo aos estrangeiros (…) o que nós queremos efetivamente é que estes hotéis sirvam a economia angolana”, referiu Ramiro Barreira, vincando a necessidade de garantir que os mesmos sejam entregues a entidades vocacionadas a promover o turismo.

De acordo com Ramiro Barreira, a quantidade de hotéis operacionais atende às necessidades atuais, mas com abertura à entrada no país a nacionais de mais de 90 países sem visto há necessidade de mais unidades.

“Todos os dias verificamos que há estrangeiros a entrar em Angola para virem visitar o nosso país, já não precisam de cartas convites (…) os hotéis que temos no conjunto da perspetiva de desenvolvimento do turismo são insuficientes”, sublinhou, apontando ainda a necessidade de abrir novos hotéis onde não existem, por exemplo, Mbanza Congo, Património da Humanidade, que tem apenas um hotel e fechado. 

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