Durante o mês de agosto, o TNews lança “Conversas de Verão”, uma rubrica descontraída que dá a conhecer o lado mais pessoal dos profissionais do turismo. Em pequenas entrevistas, falamos de destinos de sonho, malas de férias e memórias marcantes — sempre com o objetivo de valorizar quem faz o setor acontecer.
Com Patrícia Teixeira | Marketing and Communication Manager da Stay Hotels
Que destino escolheria para umas férias sem pensar em trabalho?
Sem pensar em trabalho? A Ilha da Madeira. A Madeira tem esse poder mágico de nos conectar de forma tão pura com a natureza e a tranquilidade. É como um refúgio para “fugir” da rotina e reconectar com o essencial. A ilha é, sem dúvida, um lugar perfeito para quem busca paz. É como se a ilha conhecesse o meu ritmo, os meus silêncios, os meus cansaços. De todos os lugares que já conheci no mundo, é ali que regresso quando preciso de desligar da rotina.
O que não pode faltar na sua mala de férias?
Coisas que não ocupam espaço, mas que fazem toda a diferença numa viagem: boa disposição, coragem para sair da zona de conforto, olhar de criança e espírito de aventura.
Que livro ou filme sobre viagens mais o marcou?
“A Viagem de Chihiro”, que embora não seja uma viagem literal, o filme fala sobre a transição e os desafios do crescimento pessoal. É uma viagem através de um mundo mágico e surreal, onde cada passo é um reflexo de autodescoberta, algo que todos experimentamos ao viajar, especialmente quando o fazemos a solo. Ou o filme “Into the Wild”, que não é apenas uma história sobre viagens, mas também uma jornada interior, uma busca profunda por liberdade, autenticidade e sentido.
Tem alguma memória de uma viagem que correu mal? O que aprendeu com essa experiência?
Recordo-me de uma viagem a Marrocos, onde acabei por me perder nas ruas estreitas e labirínticas da medina de Marraquexe. Mas foi nesse momento de desorientação que aprendi a verdadeira lição: as viagens, tal como a vida, não são só sobre chegar ao destino, mas também sobre saber lidar com os imprevistos. Aprendi a confiar mais na minha intuição e a abraçar a incerteza como parte do processo.
Se pudesse inventar o resort ou hotel ideal, como seria?
O resort/hotel perfeito seria um lugar que respeitasse profundamente a natureza e, ao mesmo tempo, oferecesse o luxo do conforto simples e autêntico, de preferência num sítio remoto. Um espaço onde cada hóspede é convidado a ser parte ativa do ciclo da terra: plantar, cuidar, colher e que seja um convite para viver devagar, para sentir o ciclo da natureza e para se deixar tocar pela beleza do essencial.
Nota de editor
Se é profissional do turismo e quer participar na rubrica “Conversas de Verão”, envie o seu contributo respondendo a estas cinco perguntas para cmonteiro@tnews.pt.



