Sexta-feira, Abril 17, 2026
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CTP critica greve geral convocada pela CGTP e UGT e considera-a “extemporânea e desproporcionada”

A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) criticou esta segunda-feira a greve geral convocada pelas centrais sindicais CGTP e UGT para 11 de dezembro, considerando que a paralisação é “extemporânea e desproporcionada” face ao contexto atual das negociações em curso sobre o Anteprojeto “Trabalho XXI”.

Em comunicado, a CTP sublinha que o documento “se encontra ainda em fase preliminar de discussão no âmbito da Concertação Social, não sendo ainda conhecidas as propostas finais do Governo nem o resultado do diálogo social entre parceiros sociais”. Por isso, entende que “a convocação de uma greve geral antes da conclusão das negociações é um sinal negativo e prematuro, que não contribui para um ambiente de confiança e diálogo que o país necessita de preservar”.

Citado na nota de imprensa, o presidente da CTP, Francisco Calheiros, defende que “a greve é um direito constitucionalmente consagrado, mas deve ser exercido com responsabilidade e proporcionalidade e apenas quando estiverem esgotadas as vias de diálogo. Neste momento, o processo negocial está em curso e não é razoável paralisar o país sem sequer se conhecer o resultado das negociações”.

A confederação lembra que “Portugal se encontra ainda numa fase de recuperação económica e de consolidação do emprego”, nomeadamente o setor do turismo, “um dos mais afetados pelas crises recentes e simultaneamente um dos que mais contribui para o crescimento do país”.

Segundo a entidade, “uma greve geral nesta fase transmite uma mensagem de instabilidade e prejudica a confiança dos investidores, dos trabalhadores e dos visitantes internacionais.” Salienta ainda que “a isto acresce o caos diário no aeroporto de Lisboa, pelo que a CTP vê com muito pessimismo o que está a acontecer em torno de uma atividade económica essencial para o país. ‘Um dia a galinha dos ovos de ouro fica infértil’.”

A CTP reafirma “a sua disponibilidade total para continuar a participar ativamente na Concertação Social”, visando contribuir “para soluções equilibradas que promovam melhores condições de trabalho, mas também maior competitividade e sustentabilidade das empresas”.

Francisco Calheiros conclui que “é inevitável e desejável que o Anteprojeto Trabalho XXI venha corrigir algumas das medidas menos equilibradas da Agenda do Trabalho Digno, mas esse debate deve ser feito no espaço próprio — a Concertação Social — e não nas ruas”.

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