Terça-feira, Dezembro 16, 2025
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Custos das viagens de negócios sobem em 2026, prevê a BCD Travel

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A BCD Travel divulgou as suas previsões globais para viagens de negócios em 2026, adiantando que os preços médios das passagens aéreas deverão registar um aumento moderado de 1,1%, enquanto as tarifas de hotel irão crescer de forma mais expressiva, com uma subida média de 4,9% nas diárias. As conclusões fazem parte do novo Relatório de Mercado de Viagens: Perspetiva 2026, publicado pela empresa.

Segundo o estudo, o contexto económico continuará a influenciar o setor no próximo ano. A BCD cita projeções da Oxford Economics que apontam para um dos crescimentos económicos globais mais fracos desde 2009 (excluindo 2020), situando-se nos 2,6%, ao mesmo tempo que a inflação permanecerá acima dos 3%, abrandando apenas gradualmente.

A empresa identifica seis grandes riscos para viagens corporativas em 2026: fenómenos climáticos extremos, tensões geopolíticas, alterações nas políticas de fronteira, aumento de ataques cibernéticos e desinformação com recurso a IA, riscos sanitários e limitações de oferta de alojamento e transporte durante grandes eventos.

A BCD defende, no comunicado, que as organizações devem “antecipar-se proativamente às interrupções”, recorrer a ferramentas de inteligência de risco e preparar planos de contingência. Jorge Mesa, diretor sénior de Gestão de Riscos de Viagem, afirma que “as organizações enfrentam desafios sem precedentes”, acrescentando que as soluções tecnológicas da empresa permitem apoiar programas de gestão de riscos e manter viajantes e operações “seguros mesmo em tempos de incerteza”.

A BCD prevê uma inflação contida no setor aéreo, impulsionada sobretudo pelas rotas intercontinentais. A empresa estima que: África deverá registar a maior subida, cerca de 2,5%, enquanto a Ásia deverá crescer 2,0%. Já as Américas, em especial a América do Norte, terão aumentos mínimos

A consultora Advito, do grupo BCD, destaca tendências que os compradores devem acompanhar, incluindo a redução do valor dos contratos corporativos, o impacto das sobretaxas de combustível e a necessidade de dados avançados para otimizar negociações.

Hotéis com aumentos mais acentuados

O setor da hotelaria deverá enfrentar um crescimento mais significativo nos preços em 2026. O comunicado aponta para: 8% de aumento no Médio Oriente, entre 4% e 6% na África, Ásia e Europa, a subida de 6,4% na América Latina e um crescimento mais moderado no Pacífico Sudoeste (2,6%) e América do Norte (2,2%)

Segundo Miriam Moscovici, vice-presidente de Planeamento e Inteligência de Produto da BCD, o aumento dos custos exige “medidas proativas” para controlar despesas, sublinhando que as ferramentas tecnológicas da empresa ajudam a gerar poupanças e garantir melhores tarifas.

Aluguer de carros e sustentabilidade

O relatório também antecipa uma subida de 2% a 4% nas tarifas de aluguer de carros, devido ao aumento dos custos operacionais das rent-a-car e taxas urbanas mais elevadas. A BCD refere ainda que muitos viajantes corporativos estão a optar por alternativas como táxis e plataformas de mobilidade.

Já a sustentabilidade torna-se, segundo o comunicado, uma “prioridade estratégica”, com as empresas a serem pressionadas para passar de compromissos genéricos para ações concretas de descarbonização. A BCD considera que a maturidade dos programas sustentáveis nas empresas continua baixa e afirma que as suas soluções visam facilitar relatórios, envolvimento dos viajantes e investimento em combustíveis mais limpos.

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