Domingo, Agosto 14, 2022
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Desconfinamento incentiva o início da retoma na restauração e no alojamento, diz AHRESP

“O mês de abril marcou, provavelmente, o início da retoma destas atividades”. A afirmação parte da AHRESP tendo em conta uma melhoria de resultados observados no inquérito mensal de abril face aos anteriores. Ainda assim, 26% das empresas da Restauração e 11% das empresas do Alojamento mantêm intenções de requerer insolvência, revela a associação.

Por outro lado, a AHRESP volta a mostrar preocupação com algumas atividades, como é o caso da animação noturna, que “ainda se encontram impedidas de funcionar, legalmente encerradas, e que anseiam desesperadamente por condições que lhes permitam retomar a sua normal atividade”.

De acordo com o inquérito do mês de abril, que contou com 807 respostas válidas, 26% das empresas ponderam avançar para insolvência, dado que as receitas realizadas e previstas não permitirão suportar todos os encargos que decorrem do normal funcionamento da sua atividade; Para 52% das empresas inquiridas, a quebra de faturação do mês de abril foi acima dos 40%; Como consequência da ainda forte redução de faturação, 11% das empresas não conseguiram efetuar o pagamento dos salários em abril e outras 11% só o fez parcialmente. Perante esta realidade, 40% das empresas já efetuaram despedimentos desde o início da pandemia. Destas, 59% reduziram até 25% os postos de trabalho a seu cargo. 7% das empresas assumem que não vão conseguir manter todos os postos de trabalho até ao final do mês de junho; Sem mais apoios a fundo perdido, 31% das empresas assume que não conseguirá manter os negócios a funcionar.

No Alojamento Turístico, as conclusões do inquerito são as seguintes 19% das empresas indicam estar com a atividade suspensa; Em abril, 43% não registou qualquer ocupação, e 27% indicou uma ocupação até 10%. Para o mês de maio, 32% das empresas estimam uma taxa de ocupação zero, e 28% das empresas perspetivam uma ocupação máxima de 10%; 11% das empresas ponderam avançar para insolvência por não conseguirem suportar todos os normais encargos da sua atividade; Para 40% das empresas inquiridas, a quebra de faturação do mês de abril foi acima dos 90%; Como consequência da forte redução de faturação, 22% das empresas não conseguiram efetuar pagamento de salários em março e 5% só o fez parcialmente; Ao nível do emprego, 30% das empresas já efetuaram despedimentos desde o início da pandemia. Destas, 25% reduziram em mais de 50% os postos de trabalho a seu cargo. 4% das empresas assumem que não vão conseguir manter todos os postos de trabalho até ao final do mês de junho.

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