Domingo, Março 8, 2026
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Dinamarca é o primeiro país da UE a eliminar maioria das restrições

A Dinamarca tornou-se esta terça-feira, dia 1 de fevereiro, o primeiro dos países da União Europeia a eliminar a maioria das restrições destinadas a combater a pandemia de covid-19 por considerar que já não se trata de uma “doença socialmente crítica”.

A razão para tal é que, apesar de a variante Ómicron estar a propagar-se no país escandinavo, não está a sobrecarregar muito o sistema de saúde, e o país tem uma elevada taxa de vacinação, indicaram as autoridades.

A primeira-ministra, Mette Frederiksen, disse à rádio dinamarquesa que é demasiado cedo para saber se será necessário voltar a impor novamente restrições.

“Não me atrevo a dizer que é o último adeus às restrições. Não sabemos o que acontecerá no outono, se haverá uma nova variante”, afirmou.

A Dinamarca, um país com 5,8 milhões de habitantes, registou nas últimas semanas uma média de mais de 50.000 novos casos diários, ao passo que o número de pessoas hospitalizadas em unidades de cuidados intensivos (UCI) diminuiu.

Outros países da União Europeia estão também a aliviar as medidas de combate à pandemia: a Irlanda levantou a maioria das restrições e os Países Baixos têm atenuado o seu confinamento, embora os bares e restaurantes do país ainda tenham de encerrar às 22:00.

O presidente da Autoridade de Saúde Dinamarquesa, Søren Brostrøm, disse à estação televisiva nacional TV2 que estava mais concentrado no número de pessoas em UCI que no número de novas infeções.

Segundo o responsável, o número de hospitalizados em UCI “foi caindo e é agora incrivelmente baixo”, com apenas 32 doentes, quando há algumas semanas eram 80.

A restrição mais visível que desaparecerá é o uso de máscaras, que deixa de ser obrigatório nos transportes públicos, lojas e para clientes de pé em espaços interiores de cafés, pastelarias e restaurantes.

As autoridades passam apenas a recomendar o uso de máscaras em hospitais, instalações de cuidados de saúde e lares de terceira idade.

Outra restrição que deixará de existir é a apresentação de certificado digital para entrar em discotecas, bares e para sentar à mesa em espaços interiores de restaurantes.

As autoridades da saúde instaram os dinamarqueses a fazerem testes regularmente para que o país possa “reagir depressa se necessário”, como disse o ministro da Saúde, Magnus Heunicke, na semana passada.

“O nosso programa de vacinação nacional foi muito bem-sucedido ao longo de 2021: muitas pessoas receberam as duas doses da vacina, e muitas receberam também as três doses, e muitas dessas doses foram administradas no quarto trimestre de 2021”, declarou Jens Lundgren, professor de doenças virais no Hospital da Universidade de Copenhaga, citado pela agência noticiosa norte-americana Associated Press (AP).

Mais de 60% da população da Dinamarca com mais de 12 anos levou uma terceira dose da vacina, de acordo com dados oficiais.

O Governo dinamarquês alertou que o país poderá assistir a um aumento das infeções nas próximas semanas e que uma quarta dose da vacina poderá ser necessária.

As restrições destinadas a combater a pandemia de covid-19 foram inicialmente introduzidas em julho, mas foram eliminadas cerca de dez semanas mais tarde, após uma campanha de vacinação bem-sucedida. Voltaram a ser impostas quando o número de casos diários disparou.

Em 2020, a Dinamarca tornou-se um dos primeiros países europeus a encerrar escolas devido à pandemia e a enviar para teletrabalho todos os funcionários públicos não-essenciais.

Na vizinha Finlândia, as restrições de combate à covid-19 terminam este mês, tendo a primeira-ministra, Sanna Marin, afirmado que o seu Governo social-democrata negociaria com os outros partidos com assento parlamentar o calendário para o levantamento das medidas.

Na segunda-feira, terminaram os controlos fronteiriços nas fronteiras internas entre a Finlândia e os outros países Schengen que formam a área de livre circulação da UE. Essa restrição fora introduzida no final de dezembro para abrandar a propagação da variante Ómicron.

Os viajantes procedentes de fora da UE continuarão a encontrar controlos fronteiriços pelo menos até 14 de fevereiro.

Por sua vez, o governo norueguês anuncio o fim da maioria das medidas anti-covid, como o teletrabalho obrigatório ou as restrições à venda de álcool, afirmando que a sociedade poderia e deveria “viver com o vírus”.

Entre as medidas de alívio está o levantamento das restrições à venda de álcool em bares e restaurantes ou a obrigatoriedade de ser servido sentado ou de encomendar antes das 23:00.

O teletrabalho deixará de ser obrigatório, o limite recomendado para o número de convidados em cada habitação vai desaparecer e o mesmo se aplica ao limite do número de pessoas em eventos desportivos.

Não é mais necessária a realização de um teste na fronteira para entrar na Noruega, nem de uma quarentena em caso de infeção de um parente próximo – embora seja recomendado o teste diário durante cinco dias – e o período de isolamento de uma pessoa infetada é reduzido de seis para quatro dias.

No entanto, permanecem algumas restrições para evitar a infeção simultânea de demasiadas pessoas e para permitir que a sociedade continue a funcionar.

De acordo com o Instituto Norueguês de Saúde Pública (FHI), três a quatro milhões de noruegueses, de uma população de 5,4 milhões, podem ter sido infetados.

A Noruega vai assim um pouco menos longe do que a vizinha Dinamarca, que na terça-feira voltou à “vida antiga”, abandonando quase todas as suas restrições.

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