Sexta-feira, Abril 12, 2024
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DIT Portugal: “Compra de lugares de risco foi um verdadeiro sucesso”

Depois de ter anunciado, em fevereiro, a compra de lugares de risco a vários operadores turísticos para o verão de 2023, o grupo de gestão de agências de viagens DIT Portugal faz agora um balanço positivo desta operação: “A compra de lugares de risco foi um verdadeiro sucesso. Num mês, vendemos todos os lugares que comprámos aos vários operadores”, começa por dizer Ruben Nunes, diretor comercial da DIT Portugal. O responsável conta que esta operação “foi muito ponderada”, uma vez que “o capital de risco foi feito a 100% pela DIT Portugal e não partilhamos qualquer tipo de risco com as agências associadas”.

Analisando o mercado e o crescimento das vendas face a 2022, Ruben Nunes considera que “era o momento certo para fazer esta operação”, apostando num “risco moderado”. “Apostámos em partidas-chave, mas também temos de ter a noção que os operadores tinham necessidade de aumentar a ocupação em algumas partidas. O que fizemos foi apostar em partidas que sabíamos de antemão que se venderiam por elas próprias, mas também ajudar os operadores a aumentar a ocupação nas partidas mais difíceis de venda. As parcerias são isto mesmo, tem de ser benéficas para ambos os lados, só assim de constroem relações comerciais sólidas”, constata.

Por outro lado, Ruben Nunes acredita que esta aposta permitiu consolidar a relação com os fornecedores: “Esta aposta foi um sucesso, não só pela venda total dos lugares, mas também para que os nossos parceiros percebam que estamos cá para os ajudar e que podem contar com DIT Portugal como um parceiro estratégico e de confiança”.

Com cerca de 300 lugares de risco comprados para este verão, o diretor comercial garante que vai manter a aposta, já em alguns operações de risco no Inverno IATA e duplicar os lugares de risco no próximo verão.

Vendas no primeiro semestre

As vendas estão “a superar todas as expetativas”, refere o diretor comercial da DIT Portugal, contrariando as previsões mais pessimistas. “Num ano em que se falou tanto de inflação, aumento do preço dos alimentos, aumento dos juros, dos combustíveis, etc, sabíamos que o poder de compra das pessoas iria baixar e, por consequência, ter um forte impacto no turismo, mas constatámos que está a acontecer precisamente o contrário. Em termos globais, as vendas aumentaram mais de 300% face ao mesmo período de 2022. A verdade é que tivemos um aumento do número de agências, assim como também fizemos algumas apostas de risco o que permitiu as agências DIT terem maior competitividade num mercado cada vez mais agressivo em termos de pricing. Esta aposta não só permitiu um aumento de vendas como também um significativo aumento da rentabilidade”, refere.

O aumento de vendas é transversal a todos os operadores. Sem surpresas, os operadores mais vendidos “são os que têm maior oferta em termos de operação”. Destinos como as Caraíbas, Cabo Verde, Djerba, Senegal são “novamente os destinos de massas”. No entanto, começam a surgir outras alternativas que “estão a ter um sucesso igualmente muito grande”, como Zanzibar e Albânia. “As pessoas procuram cada vez mais destinos diferentes e estes dois têm tido uma procura elevada assim como outros”, adianta.

Convenção em Cuba e aposta na formação

Além de duas “FORMATRIPS” (viagens exclusivas da DIT Portugal com o apoio de parceiros para formar especialistas em vários destinos ) já agendadas para este ano, o grupo de gestão está a fazer “uma aposta clara na formação, com três tipos de formações bem diferenciadas”, conta Ruben Nunes. De acordo com o responsável, um dos pontos-chave destas iniciativas, são vários eventos exclusivos da DIT que fazem com que as nossas agências estejam cada vez mais próximas e a existência de uma entreajuda, que até a nós nos surpreende. Estes momentos, que para muitos poderão ser só de diversão, para nós e muito mais que isso, são nestes eventos que criamos laços não só das agências com a direção da DIT, mas, acima de tudo, entre agências”.
Estas iniciativas vão continuar, garante Ruben Nunes, sendo a próxima a macro convenção em Cuba, que se realizará na primeira semana de maio com a participação de cerca de 50 agentes de viagens portugueses.

“É uma convenção com uma logística enorme e que está a ser organizada até ao último pormenor. Estamos muito otimistas e, acima de tudo, ansiosos, não só pelo destino mas por todas as surpresas que estamos a preparar.  Não nos podemos esquecer que são cerca de 400 pessoas que vão participar nesta nossa convenção DIT Gestion e DIT Portugal. Aquilo que posso prometer é que vai ser uma convenção única e que todo o programa está a ser trabalhado a pensar no melhor para as nossas agências. Em Cuba, iremos apresentar as nossas melhores ofertas e consolidar a relação com as agências de Portugal e Espanha”, revela.

Quanto ao crescimento do grupo de gestão em Portugal, apesar de reconhecer que tem havido um aumento de agências associadas, o responsável prefere sublinhar a taxa de retenção. “A verdade é que o grupo DIT Portugal tem vindo a mostrar o seu crescimento, não contabilizamos se fomos o grupo de gestão com maior crescimento ou não,  para nós o mais importante é a taxa de retenção – esse sim é o ponto chave do sucesso em qualquer empresa – porque é o que avalia e demonstra o nosso trabalho diário”. Ruben Nunes afirma que “a satisfação das agências é notória”, confirmada por uma taxa de retenção de 98%.

Ruben Nunes não tem dúvidas que o mercado “mudou, e vai mudar ainda mais”. Hoje todos os processos estão a ser automatizados, claro que a nossa atividade nunca poderá ser totalmente automatizada, os agentes de viagens cada vez mais tem um papel preponderante em todos os processos de venda, no entanto, o desenvolvimento tecnológico é transversal em todas as áreas de negócio e a nossa não será exceção. Por isso, quem não se atualizar e quem não investir em tecnologia irá ficar para trás”.

Sobre a parceria anunciada em novembro de 2022 com a DS Travel, nova marca dedicada ao setor das viagens e turismo lançada pelo grupo Decisões e Soluções, Ruben Nunes afirma que, tendo em conta o historial do grupo DS, será uma “parceria de sucesso”. Também por isso o grupo empenhou-se em  apresentar uma proposta de valor vencedora. A proximidade e o conceito de negócio, juntamente com a experiência de Ruben Nunes na área de franchising, terão contribuído para a escolha da DS Travel. Atualmente estão em fase de abertura cerca de 20 agências, avança.  

Já quanto à possível compra da DIT, pelo grupo Ávoris, que foi notícia esta semana em Espanha, Ruben Nunes afirma “não ter informação nenhuma sobre negociações com nenhum grupo transversal. Também sabemos que este ano tem sido propício a compras e vendas da totalidade ou de percentagem de alguns grupos de gestão quer em Portugal quer Espanha. No entanto, pelo facto de sermos o maior grupo de gestão ibérico, é normal que sejamos apetecíveis para os outros grupos  mas não vejo que haja nenhum tipo de intenção de venda por parte da família Arriaga”.

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