Sábado, Novembro 26, 2022
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DIT Portugal quer chegar às 250 agências de viagens dentro de um ano

Com 104 agências de viagens associadas atualmente no nosso país, o grupo de gestão DIT Portugal pretende chegar às 250 agências dentro de um ano, afirmou ao TNews o CEO da DIT Gestión, Jon Arriaga. Em declarações à margem da primeira convenção do grupo em Portugal, que decorreu este fim de semana, no hotel Alambique de Ouro, no Fundão, Arriaga disse não ter dúvidas que a DIT Portugal vai ser líder em Portugal. “Tenho isso muito claro. Vai ser líder por uma razão muito simples, a DIT Portugal, assim como a DIT Gestión, em Espanha, é um outro conceito de grupo de gestão”.

Esta primeira convenção do grupo em Portugal contou com a presença das agências portuguesas associadas e de mais de 60 empresas fornecedoras.

“A resposta das agências foi muito boa, assim como a participação na convenção. Era muito complicado montar esta convenção, mas ter, de repente, 60 empresas, é incrível, nenhum outro grupo, até muito superior a nós, consegue isto”, afirmou o CEO.

Jon Arriaga sublinhou a evolução do grupo em Portugal desde outubro do ano passado, altura em que a DIT Portugal decidiu “fazer uma mudança”. “A partir daí, a evolução tem sido muito importante e vai continuar. Sou uma pessoa muito ambiciosa nesse aspeto. Posso quase assegurar que dentro de um ano estaremos com 250 agências”.

Jon Arriaga / DR: João Ferrão

Para ilustrar esta ambição, Arriaga recordou que há um ano tinham apenas 48 agências e agora têm 104. Para o responsável da DIT Gestión, “os tempos mudaram e, neste momento, é muito importante oferecer às agências o que elas  realmente estão a pedir e não só o clássico de uma comissão, é muito mais”. Questionado sobre no que se traduz essa mudança, Jon Arriaga responde: “Em muitos aspetos, primeiro ter uma linha clara. Até agora, a pequena agência de viagens independente era a irmã pobre do setor da distribuição. Em Portugal, mandavam a Agência Abreu, El Corte Inglés, Barceló que comprou a Halcón. O que nós dissemos é que são as pequenas que dominam o mercado. Como? Agrupando, gerando direcionamento de vendas, apostando na tecnologia. Estamos a fazer uma grande aposta em tecnologia e vamos apostar muito mais em tecnologia em português. Por fim, fornecemos serviços que até agora as agências não tinham, tais como assessoria jurídica, assessoria contabilística. Ou seja, é uma mudança que permite a uma agência de viagens pequena ter todos os serviços e apoio de um grupo grande”.

Além de ter crescido em número de agências de viagens, a equipa da DIT Portugal, liderada por Paulo Lages, também cresceu, passando de duas pessoas para cinco no espaço de um ano. No entanto, Jon Arriaga lembrou que a equipa em Portugal é apoiada pelo escritório em San Sebastián,onde estão 43 colaboradores e centralizados os departamentos de desenvolvimento. “Estamos a otimizar os recursos, não faria sentido duplicar os serviços nos dois países. No total, a trabalhar na DIT Portugal temos 43 pessoas.”

Para crescer em Portugal, Jon Arriaga apontou dois caminhos: através da integração de agências de outros grupos ou a criação de novas agências. “Para nós é importante as agências que vêm de outros grupos, porque estas agências já têm uma carteira de clientes, ajuda-nos a negociar com os fornecedores. Mas por outro lado, estamos a trabalhar para ter novas agências. Estamos, neste momento, a desenvolver um projeto de uma escola para profissionalizar o setor, para que pessoas fora do turismo possam montar uma agência. Estamos a prepara isso já em Espanha e queremos fazer o mesmo aqui em Portugal. O objetivo é ensinar a ser profissional de turismo. Em Espanha, vamos arrancar dia 1 de janeiro, e aqui estamos a trabalhar para arrancar, o mais tardar, em fevereiro.”

Segundo Arriaga este projeto é “mais um salto da DIT para se tornar num bloco para as agências de viagens que se complementa em todos os sentidos: formação inicial, formação contínua, tecnologia, apoios e acordos de contratação”.

“Na fase em que nos encontramos, e com a evolução do mercado, o agente de viagens tem de se adaptar à tecnologia, às redes sociais e a uma oferta diferenciada e competitiva com os grupos verticais, isso só se faz com formação”.

Já no ato oficial de abertura da convenção, o CEO da DIT Gestión deixou um elogio às agências de viagens portuguesas, afirmando que as refere, em muitas ocasiões, como um “exemplo de eficiência e profissionalismo, são realmente únicas”.

“Espero que saiam desta convenção com a esperança de uma nova DIT, que está a mudar muito e vai mudar mais”.

A equipa da DIT Portugal com Jon Arriaga e os convidados da cerimónia de abertura / DR: João Ferrão

A cerimónia de abertura do evento contou com a presença do presidente da Câmara Municipal do Fundão, Paulo Fernandes, e do presidente do município vizinho, o Sabugal, Vítor Proença, assim como de Carla Basílio, em representação do Turismo de Centro.

O autarca da Câmara Municipal do Fundão afirmou a importância de receber a convenção e sublinhou as mais-valias turísticas da região.  “Aqui no Fundão, cruzam-se redes interessantes, temos a sede das Aldeias do Xisto, temos também Aldeias Históricas, cuja a rede se prolonga por outros concelhos, incluindo o Sabugal,e redes ligadas ao Património Natural. Além disso, somos também um território de uma cultura gastronómica muito específica. As experiências temáticas associadas àquilo que é a nossa oferta são muito relevantes e estamos a trabalhá-las há muitos anos. Consideramos que esse é o caminho para criar mais valor”.

Por sua vez, o presidente do município do Sabugal, realçou da importância do turismo para o impulso económico das regiões, “tornando-as mais atrativas para a fixação de pessoas e para o investimento”. “Felizmente, os turistas procuram cada vez mais os territórios, os sítios, as paisagens, os patrimónios, as gentes e as suas tradições, fora dos circuitos massificados. No fundo, as pessoas cada vez mais procuram ir para onde todos não vão, mas onde possam ser, sentir e estar. A ruralidade é assim um produto turístico que deve continuar a afirmar-se e para o qual os agentes turísticos muito podem e devem contribuir, assim eles queiram sair do facilitismo que é promover o que toda a gente quer conhecer. É muito importante esta convenção nestes territórios do Interior”.

Carla Basílio afirmou que “o luxo do século XXI está nos territórios do Centro e no Interior”. “Falamos de luxo quando nos referimos a valores absolutos como o tempo, o silêncio e a segurança que escasseiam nas áreas metropolitanas. Valores que um turista de poder de compra médio alto procura nos nossos territórios e também porque temos produtos diferenciadores, ou seja, capacidade de atrair segmentos de público que as áreas metropolitanas já não têm, pela nossa genuinidade e qualidade de produtos oferecidos. A região Centro pode oferecer uma pluralidade de produtos endógenos quer seja no turismo religioso, cultural, ou associado ao bem-estar, ativo ou de natureza”, disse.

Por fim, o diretor da DIT Portugal, Paulo Lages, agradeceu aos parceiros, patrocinadores e agências “pela confiança que depositaram no nosso trabalho”, e lembrou a lema do grupo “juntos crescemos”.

A primeira convenção da DIT Portugal contou com mais de duas centenas de participantes. Teve início na sexta-feira, dia 14, e terminou este domingo, dia 16, com excursões à região. Ao longo destes três dias de evento realizaram-se várias apresentações de fornecedores presentes, além de uma mesa redonda, em que participaram o presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), Pedro Costa Ferreira, António Loureiro, ex-country manager da Travelport, Duarte Correia, diretor geral do grupo World2Meet em Portugal, e André Gabriel, da agência Tejus.

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