A easyJet teve um crescimento de 46% nos últimos seis meses no aeroporto da Madeira, face a 2019. Este crescimento permitiu à companhia tornar-se “líder no mercado madeirense, ultrapassando a TAP”, afirmou esta quarta-feira, dia 15, o diretor geral da easyJet, José Lopes. O responsável falava numa conferência de imprensa que decorreu no Funchal para apresentação do balanço da atividade da companhia em 2021. A escolha da região para esta apresentação não foi por acaso, mas sim porque foi justamente a Madeira que deu “um ano histórico à easyJet”, afirmou o responsável.
“Nos últimos seis meses conseguimos crescer 46% comparativamente a antes da pandemia. É um grande feito e é uma prova que a easyJet acredita no mercado da Madeira”, disse o responsável. A pandemia, no caso específico da Madeira, acabou por transformar-se numa oportunidade, explicou, uma vez que permitiu “um processo de rejuvenescimento passageiros que visitam o destino”.
A easyjet voa para a Madeira desde 2007, ano em que começou a operar rotas internacionais. Um ano depois, com a liberalização do espaço aéreo, começou também a operar rotas domésticas. Atualmente a companhia opera seis rotas de e para a Madeira (Bristol, Berlim, Londres-Gatwick, Lisboa, Porto e Manchester), tendo já transportado 5,7 milhões de passageiros para o destino.
Segundo José Lopes, a companhia alcançou também a liderança na rota Porto/Funchal, na qual detém atualmente uma quota de mercado 42%. Já na rota Lisboa/Funchal a companhia reforçou a sua posição de número dois.
Madeira “em dívida com a easyJet”
Para o Secretário Regional de Turismo e Cultura da Madeira, a região “está em dívida” com a easyJet desde o momento em que a companhia começou a voar para o destino, em 2007. Eduardo Jesus, que também participou na conferência de imprensa, justificou esta afirmação com “o enorme contributo” da companhia para “aquilo que é fundamental para a Madeira: criar condições para que as pessoas possam aqui chegar”.
A pandemia “atrapalhou a evolução normal da atividade deste setor, mas também trouxe grandes oportunidades”, considerou o responsável, referindo-se ao “rejuvenescer da procura, para a qual a easyjet tem contribuído. “Permitiu que uma população mais jovem visitasse a Madeira”, disse. Este era um desafio identificado já há algum tempo, mas que a pandemia ajudou a acelerar.
Eduardo Jesus disse ainda que, “desde que o mercado reanimou em meados deste ano, nunca mais parámos de crescer”. O responsável destacou os resultados de outubro, em que pela primeira vez os proveitos totais superaram os 50 milhões de euros. Também o aeroporto registou, nesse período, um crescimento de 1,4% comparativamente a 2019, em contra ciclo com a média dos aeroportos europeus, “que estão a perder 36%”.
Sobre a easyJet, Eduardo Jesus realçou ainda que, no ano de 2021, e até 13 de dezembro, a companhia já transportou o equivalente a toda a população da Madeira, ou seja, 240 mil passageiros.
“Olhamos para a easyJet como o parceiro natural da Madeira, ainda há um mês e meio fomos à sede da companhia mostrar disponibilidade de novas soluções para a acessibilidade e para o crescimento da presença da easyJet. É uma parceria win-win”.
A finalizar a conferência, o responsável da easyJet respondeu ainda à questão: para quando uma base da easyJet na Madeira? “Neste momento não está na nossa evolução. A Madeira é um mercado onde temos de crescer e, neste momento, iremos continuar a perspetivar esse crescimento com fluxos inbound”, respondeu José Lopes.
*Viajou para a Madeira a convite da easyJet



