A Embraer registou um lucro líquido de 415,7 milhões de reais (67,5 milhões de euros) no segundo trimestre do ano, mais 50,6% face ao período homólogo de 2023, segundo o balanço trimestral divulgado em comunicado.
A fabricante de aeronaves brasileira anunciou também que as suas receitas totalizaram 7,8 mil milhões de reais (1,3 mil milhões de euros) neste trimestre, um aumento de 76% face ao trimestre anterior. Em particular, a empresa destaca a receita da Aviação Comercial, que obteve um crescimento de 190%.
No segundo trimestre, a Embraer entregou 47 jatos, sendo 27 jatos executivos (20 leves e 7 médios) e 19 jatos comerciais. Já a Defesa entregou 1 C-390 Millennium, o que representa um aumento de mais de 88%, em relação às 25 aeronaves entregues nos primeiros três meses do ano.
A carteira total de pedidos da fabricante atingiu “o maior nível dos últimos sete anos”, 21,1 mil milhões de dólares (19,3 mil milhões de euros) no segundo trimestre do ano, o que significou um aumento de mais de 20% ano após ano.
A nível do EBIT, a Embraer alcançou 995,5 milhões de reais (162 milhões de euros), um valor superior aos 724,1 milhões de reais (117,6 milhões de euros) do mesmo período de 2023.
A fabricante de aeronaves brasileira reitera as suas previsões para o ano de 2024, afirmando que “as estimativas atuais ainda são válidas e representam oportunidades e riscos equilibrados para as operações do ano vigente”.
A Embraer projeta, para 2024, uma receita total entre 6 mil milhões de dólares (5,5 mil milhões de euros) e 6,4 mil milhões de dólares (5,8 mil milhões de euros), uma margem EBIT ajustada entre 6,5% e 7,5% e um fluxo de caixa livre de pelo menos 220 milhões de dólares (201 milhões de euros), de acordo com a nota de imprensa.
A empresa prevê também que, este ano, a Aviação Comercial entregará entre 72 e 80 aeronaves, enquanto a Aviação Executiva deverá entregar entre 125 e 135 aeronaves.



