Quinta-feira, Maio 23, 2024
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Entrada do grupo Vila Galé em Cuba deve atrair mais portugueses para o destino, aponta Niurka Denis

Este ano, o grupo Vila Galé vai estrear-se em Cuba. A cadeia hoteleira venceu um concurso para ficar com a gestão de dois hotéis em Cuba, um deles localizado em Cayo Paredón e o outro em Havana, que totalizam cerca de 1200 quartos.

“Tratam-se de novos hotéis, que estão em vias de ser concluídos. A unidade de Cayo Paredón deverá estar concluída em junho e a sua abertura deverá coincidir com a chegada do voo da EuroAtlantic para Cayo Coco. Isto, naturalmente, coloca o mercado português numa posição vantajosa de crescimento”, salientou Niurka Denis, conselheira de Turismo da Embaixada de Cuba para Portugal e Espanha, numa entrevista ao TNews, durante a Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL).

Segundo a responsável, Portugal é o único mercado emissor que cresceu em Cuba no ano passado. “Quando iniciei funções como conselheira de turismo, em janeiro do ano passado, Portugal estava incluído nos ‘outros mercados’ mas, ao longo de 2022, conseguiu tornar-se no 11º mercado emissor para Cuba”, indicou. O Canadá é, atualmente, o principal mercado emissor para Cuba.

Niurka Pérez Denis relembrou que as companhias aéreas Orbest, Iberojet e World2Fly efetuaram operações charter de Lisboa para Varadero durante todo o verão. Este ano, estas transportadoras voam novamente para Varadero até ao final de outubro. No entanto, Niurka Denis lamentou a falta de ligações aéreas diretas entre os dois países, durante todo o ano. “Estamos a terminar as negociações com a EuroAtlantic, que deverá voar de Lisboa para Cayo Coco e de Lisboa para Havana. Portanto, a nossa expectativa para 2023 é que o mercado português ultrapasse os números do ano passado.”

Cuba ainda não recuperou totalmente da pandemia

Em 2022, o turismo em Cuba ainda não alcançou os números de 2019. No ano pré-pandemia, o país recebeu 4,1 milhões de visitantes mas, no ano passado, só recebeu cerca de 1,7 milhões de visitas, quando o número que estava previsto era de 2,5 milhões de chegadas. “Este ano, o objetivo é alcançar 3,5 milhões de visitantes. Ainda não desistimos deste número, porque o ano ainda está a começar, mas é desafiante”, constatou.

Durante a pandemia, o país dedicou-se ao investimento hoteleiro, mas não só. “Cuba fez vários investimentos durante a pandemia, não só em hotéis mas também do ponto de vista tecnológico, porque estávamos um pouco atrasados na questão da conectividade”. Atualmente, segundo a responsável, todos os hotéis de quatro e cinco estrelas têm wi-fi em todas as áreas, incluindo nos quartos e na praia. “Há um programa para incluir gradualmente também os hotéis de três estrelas”, acrescentou.

Além disso, o país criou um Plano de Desenvolvimento e Crescimento até 2026, que ascende a mais de 20.000 quartos. “Só este ano aumentámos em 2.000 quartos e por isso, gradualmente, estamos a crescer. Existem outros processos de investimento, outras construções que estão a avançar”, concluiu.

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