Terça-feira, Março 10, 2026
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Eva Air quer crescer em Portugal e acredita que a APAVT pode ser uma “porta de entrada” de turistas

A ATR e a Autoridade de Turismo da Tailândia apresentaram esta quinta-feira, 25 de setembro, a oferta turística do destino e da Eva Air, durante um almoço com agentes de viagens, em Lisboa. Em declarações aos jornalistas, Artur Sousa, Managing Director da ATR, revelou que um dos objetivos da transportadora “é crescer no mercado português”, acrescentando que o Congresso da APAVT pode ser uma “porta de entrada” de turistas, uma vez que a companhia aérea voa para Macau a partir de Taipé, em Taiwan.

No final de 2024, a ATR – Atividades Turísticas e Representações assumiu a representação da companhia aérea taiwanesa Eva Air em Portugal. A transportadora voa atualmente para 63 destinos no Oriente e na Austrália, sendo os três mais vendidos Japão, Austrália e China.

A partir de Lisboa e do Porto, a Eva Air tem acordo de interline com a LH, KL, BA e TP, oferecendo ligações para Taipé e Banguecoque, via vários gateways europeus.

Segundo Artur Sousa, além de não haver nenhum voo direto a partir de um aeroporto português, “já há portugueses a voar com a Eva Air”. “O nosso objetivo é crescer, mas sabemos que a concorrência é muita e que há várias companhias a voar para o Oriente. Queremos, acima de tudo, ser um player no mercado, mas tem que ser step by step, como é óbvio”.

Artur Sousa admitiu aos jornalistas que divulgar a Eva Air “tem sido mais lento” do que o esperado. “Estamos a falar de uma companhia que iniciou com a ATR no final de dezembro, início de janeiro. Tinha outra expectativa em termos de rapidez, mas também o timing não foi o ideal, devido ao excesso de oferta que existe durante o verão. É uma companhia aérea de 5 estrelas, bastante premiada, que permite aos nossos parceiros, agentes de viagens e operadores turísticos, ajustar um pouco a sua programação”.

O almoço também teve como objetivo dar a conhecer aos agentes os três voos diretos para Banguecoque, via Viena, Amesterdão e Milão. “A ideia é fugir ao habitual, porque o cliente também se cansa de ver sempre as mesmas propostas. Temos a vantagem de ter voos diretos para Banguecoque a partir de três gateways da Europa, nomeadamente Viena, Amesterdão e Milão”.

De acordo com o responsável, as tarifas para estes destinos são “muito atrativas” e a ideia “é serem ainda mais”, uma vez que o seu hub “é extremamente organizado”, o que facilita “a questão do tarifário, em termos de gateways e destinos”.

Questionado sobre possíveis rotas a partir de Portugal, Artur Sousa reforçou que primeiro é preciso divulgar o destino Taipé ao cliente final. “Grande parte das companhias que estão a voar para Portugal não tem a ver com o potencial do mercado outgoing, mas sim com o potencial que representa o nosso país. Acredito que, no futuro, se venham a ver clientes de Taiwan a voar para Portugal, mas, para isso, é preciso divulgar e promover o destino junto do cliente final”.

Artur Sousa considerou ainda que a realização do Congresso da APAVT em Macau, no próximo mês de dezembro, pode ser uma “porta de entrada para a Eva Air se promover”, uma vez que a companhia aérea conta com voos para Macau desde Taipé, em Taiwan.

“Há potencial, crescer não é difícil, mas temos que dar tempo ao tempo. Ações como estas são importantes, tivemos aqui presentes os maiores players do mercado, portanto acredito que podemos levar a Eva Air a atingir todos os seus objetivos”, concluiu.

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