Quinta-feira, Maio 23, 2024
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Francisco Calheiros toma posse para o seu “último mandato”, mas avisa: “Não contarão connosco para facilitismos”

O presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), Francisco Calheiros, declarou esta terça-feira, dia 16, que conduzirá seu “último mandato” com grande convicção, compromisso, trabalho e dedicação. Durante a posse dos órgãos sociais da CTP para o triénio 2024-2027, Calheiros afirmou que o papel da confederação continuará a ser o de “influenciar decisões estratégicas para o Turismo”, através de compromissos, de consensos sociais e institucionais”. No entanto alertou: “Não contarão connosco para facilitismos”.

“Vamos continuar, neste mandato, a tudo fazer para influenciar decisões que permitam a construção de legislação mais adequada ao estabelecimento de políticas públicas cada vez mais eficientes, mais amigas do investimento e da iniciativa privada, mais propiciadoras da geração de riqueza e do fortalecimento do tecido empresarial da actividade económica do Turismo”, afirmou o presidente.

Perante uma plateia com muitos rostos do turismo e da política, Calheiros delineou os 11 eixos estratégicos para o mandato que se inicia, os quais foram desenvolvidos em conjunto com a equipa de direção.

Entre esses eixos estão o crescimento, a dimensão e a internacionalização das empresas; transporte; acessibilidade aeroportuária e ferroviária; privatização da TAP; promoção turística externa; fiscalidade e custos de contexto; reforma do Estado; concertação social; capital humano e sua qualificação; transformação digital; fundos comunitários: PRR e PT2030; sustentabilidade ambiental; e reforço do papel do associativismo turístico e demografia.

Embora todos sejam importantes, Calheiros destacou alguns “pela influência imediata que têm no turismo”. É o caso do tema dos Transportes, reiterando “a necessidade imperiosa de um novo aeroporto”.

“Portugal tem um novo Governo em plenas funções. A CTP demonstra desde já a sua disponibilidade para um diálogo e uma parceria de proximidade, tendo em conta as questões prementes que têm relação direta com o Turismo. Desde logo, a solução para o novo aeroporto, sobre a qual afirmo: Que se decida rápido, mas que se tome uma decisão que tenha em conta o curto, o médio e o longo prazo”.

Além disso, Calheiros defendeu que Portugal e o Turismo “precisam também de uma Reforma do Estado, para que este se torne mais ágil, menos burocrático e que olhe mais para as empresas, que bem necessitam, por exemplo, de pagar menos impostos e ter menos custos de contexto, assim como é necessário redefinir os apoios à nternacionalização e o reforço da promoção externa do País”.

Dirigindo-se ao Ministro da Economia, Pedro Reis, e ao Secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, Calheiros expressou confiança de que “irão seguramente exercer bem as suas funções e delinear as políticas públicas necessárias, já que conhecem a atividade turística, os seus problemas e desafios, pelo que irão com toda a certeza dar a máxima atenção ao Turismo e aos vários temas estratégicos que lhe estão subjacentes”.

A posse dos órgãos sociais da CTP ocorreu na Sociedade de Geografia de Lisboa, um local escolhido pela sua relevância histórica, pois foi palco do 1º Congresso Nacional de Turismo, em 1936.

Além dos associados da CTP, participaram da cerimônia os ministros da Presidência, António Leitão Amaro, e da Economia, Pedro Reis, bem como os Secretários de Estado do Turismo e da Economia, Pedro Machado e João Rui Ferreira, respectivamente, além de outros membros do governo. O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, também esteve presente, assim como o Secretário-Geral do Partido Socialista, Pedro Nuno Santos, e o Presidente da Iniciativa Liberal, Rui Rocha, juntamente com representantes do Turismo de Portugal e das Entidades Regionais de Turismo.

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