O Governo do Reino Unido deu luz verde aprovou o plano de expansão do Aeroporto de Gatwick, em Londres, que inclui a entrada em funcionamento regular da sua segunda pista. O projeto de 2,2 mil milhões de libras (cerca de 2,6 mil milhões de euros), financiado com capital privado, prevê deslocar a atual Pista Norte em 12 metros, permitindo a sua utilização em paralelo com a pista principal.
Com esta decisão, Gatwick poderá aumentar o número anual de voos dos atuais 280 mil para cerca de 389 mil até ao final da década de 2030. O aeroporto, atualmente o de pista única mais movimentado da Europa, poderá assim receber até 80 milhões de passageiros por ano.
A decisão foi recebida com críticas pelo Partido Verde, cujo líder, Zack Polanski, classificou o projeto como “um desastre” que ignora a ciência climática e põe em risco os compromissos ambientais do país.
Já a ABTA – The Travel Association saudou a aprovação. Luke Petherbridge, Diretor de Assuntos Públicos, afirmou: “A ABTA congratula-se com a decisão de avançar com a expansão de Gatwick. Enquanto nação insular, as viagens e o comércio internacionais continuam a ser vitais para a economia do Reino Unido – sendo que a nossa pesquisa mostra que só as viagens outbound geram 52 mil milhões de libras (cerca de 61 mil milhões de euros) em VAB por ano e sustentam 818 mil empregos em todo o país.
Acreditamos também que este crescimento pode ser alcançado de forma sustentável – com novos combustíveis de aviação, avanços tecnológicos e melhorias operacionais a ajudarem a reduzir as emissões em linha com o compromisso de neutralidade carbónica do Governo.”
Durante o processo de aprovação, inspetores de planeamento levantaram preocupações sobre os impactos de tráfego e ruído. Como resposta, Gatwick comprometeu-se a implementar limites mais rígidos de ruído, a melhorar o isolamento das casas próximas e a garantir que pelo menos 54% dos passageiros utilizem transportes públicos para chegar ao aeroporto.
O aeroporto também aceitou financiar janelas de triplo vidro para moradores afetados e assumir custos adicionais de mitigação.



