Greve na easyJet arranca esta sexta-feira com 443 voos já cancelados em Lisboa, Porto e Faro

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A greve dos tripulantes de cabine da easyJet arrancou esta sexta-feira, 2 de outubro, e prolonga-se até terça-feira, dia 6. Segundo o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), estão já cancelados 443 voos das bases de Lisboa, Porto e Faro, representando cerca de 80% da operação prevista para os cinco dias de paralisação.

O sindicato admite ainda que outros voos inicialmente programados possam vir a ser afetados pela greve, embora alguns sejam assegurados por aeronaves e tripulações provenientes de outras bases europeias da companhia.

Em declarações à agência Lusa, a dirigente sindical Ana Dias denunciou que na quinta-feira “chegaram tripulações de França ao Porto, e provavelmente irão operar voos em substituição de grevistas, mais uma vez de uma forma ilegal”.

Por sua vez, fonte oficial da easyJet adiantou à Lusa que a companhia prevê operar cerca de 55% da sua programação durante o período de paralisação. Além dos serviços mínimos, que representam aproximadamente 22% da atividade baseada em Portugal, a easyJet conta assegurar voos de e para o país operados a partir de outras bases europeias.

A easyJet garante que esta operação decorre “em total conformidade com a legislação e regulamentos aplicáveis”. Esta é uma posição contestada pelo SNPVAC, que considera “ilegal” a utilização de trabalhadores de outras bases para assegurar voos durante a greve e admite avançar para tribunal.

Cerca das 7h15 desta sexta-feira, o presidente do SNPVAC, Ricardo Penarroias, confirmou à agência noticiosa que começaram a sair os primeiros voos que vão ser realizados como serviços mínimos que estavam planeados e um do Porto em que a empresa vai substituir grevistas, pelo que o sindicato vai utilizar os meios legais “para punir a empresa”.

“Neste momento estão previstos sair os serviços mínimos e um voo que vai sair do Porto em que a empresa vai utilizar a ilegalidade para poder realizar o voo utilizando as chefias locais (…). A empresa optou mais uma vez por contornar a greve com ilegalidade e, por isso, vamos utilizar os meios legais para punir a empresa de mais um ato ilegal em períodos de greve”, afirmou.

Ricardo Penarroias adiantou ainda que o sindicato vai avançar com uma queixa na Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) e nos tribunais. “Já temos algumas ações em tribunal exatamente contra a substituição de grevistas noutras greves. É uma prática recorrente por parte da empresa que prefere pagar multas do que cancelar o voo”, disse.

Entre as reivindicações que motivam a paralisação estão a estabilidade das escalas, a progressão remuneratória em função da antiguidade e as condições propostas no âmbito da negociação do Acordo de Empresa.

Está também prevista uma segunda greve dos tripulantes de cabine da easyJet, entre 19 e 23 de dezembro.

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