No futuro, a chave estará em garantir que, mesmo no mundo digital, teremos sempre a certeza de que uma interação é fidedigna e humana.
Viajar sempre foi um ato profundamente humano. Fazer as malas, sem saber exatamente o que nos espera, para ir conhecer novas culturas, caras e aromas. É esta experiência que torna o turismo uma das indústrias mais apaixonantes e humanas do mundo.
Mas, hoje, há uma sombra a pairar sobre os turistas: segundo dados da Imperva, o setor das viagens concentra agora 27% de todos os ataques de bots do mundo e é já o mais atacado, tendo superado o setor do retalho. Os números não deixam margem para dúvidas. De acordo com um estudo recente da Statista, mais de 70% das reservas turísticas são hoje feitas online, e, pela primeira vez numa década, o tráfego automatizado superou o humano, representando já 51% de toda a atividade na internet.
Estas estatísticas traduzem-se em problemas concretos para todos os que amam viajar. Bilhetes de avião são comprados em massa por programas automáticos e revendidos a preços exorbitantes. Milhões de críticas falsas que circulam em plataformas de avaliação distorcem a reputação de hotéis e restaurantes. Programas de fidelização são alvo de ataques que retiram benefícios a clientes legítimos. Tudo isto mina a confiança digital, que é hoje tão essencial para o turismo como a hospitalidade ou a segurança física.
No Dia Mundial do Turismo, penso que é impossível ignorar este desafio. Precisamos de garantir que, por trás de cada reserva, de cada comentário e de cada transação, está uma pessoa real — e não uma máquina. Num mundo em que a inteligência artificial facilita ataques automatizados em escala, é urgente repensar a forma como estabelecemos confiança online. Se o turismo é feito de experiências humanas, também o ambiente digital que o suporta deve refletir essa autenticidade.
Se queremos que a experiência digital que hoje antecede e acompanha cada viagem seja genuína e de confiança, temos de investir em soluções que devolvam humanidade às interações online, como as tecnologias de prova de humanidade. No futuro, a chave estará em garantir que, mesmo no mundo digital, teremos sempre a certeza de que uma interação é fidedigna e humana.
Por Rebecca Hahn
É Chief Communications Officer na Tools for Humanity



