Segunda-feira, Fevereiro 6, 2023
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IATA: Chegar ao aeroporto “pronto para voar” pode ser possível em breve

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) lançou a “Prática Recomendada sobre Digitalização de Admissibilidade”, uma iniciativa que permitirá que os viajantes comprovem digitalmente a sua admissibilidade para um destino internacional, evitando paragens no balcão de check-in ou no portão de embarque para verificação de documentos em papel.

A IATA anunciou, numa declaração divulgada na terça-feira, 6 de dezembro, que esta iniciativa já está a ser utilizados em vários aeroportos, permitindo que os viajantes passem por processos aeroportuários, como o embarque, sem apresentar documentação em papel, porque o seu cartão de embarque está vinculado a um identificador biométrico. Mas, em muitos casos, os viajantes ainda têm que provar a sua admissibilidade num balcão de check-in ou portão de embarque, através de documentação em papel (passaportes, vistos e credenciais de saúde, por exemplo).

A “Prática Recomendada sobre Digitalização de Admissibilidade” promoverá a realização do One ID, com um mecanismo que permite aos passageiros obterem digitalmente todas as autorizações de pré-viagem necessárias diretamente dos governos antes da sua viagem. Ao compartilhar o status “OK to Fly” com a sua companhia aérea, os viajantes podem evitar todas as verificações de documentos no aeroporto.

“Os passageiros querem que a tecnologia torne as viagens mais simples. Ao permitir que os passageiros provem a sua admissibilidade diretamente companhia aérea antes de chegarem ao aeroporto, estamos a dar um grande passo à frente”, disse Nick Careen, vice-presidente sénior de operações, segurança e proteção da IATA.

“A recente pesquisa ‘IATA Global Passenger’ constatou que 83% dos viajantes estão dispostos a compartilhar informações de imigração para um processamento mais rápido. É por isso que estamos confiantes de que esta será uma opção popular para os viajantes quando for implementada”, acrescentou.

A IATA esclarece, no comunicado, que os passageiros permanecem no controlo dos seus dados e apenas as credenciais (aprovações verificadas, não os dados por trás das mesmas) são compartilhadas (sem intermediários). “Isto é interoperável com as normas da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), incluindo as relativas à Credencial de Viagem Digital. As opções de processamento manual serão mantidas para que os viajantes tenham a possibilidade de optar pelo não processamento de admissibilidade digital”, informa a associação.

“Embora o governo possa solicitar informações pessoais detalhadas para emitir um visto, a única informação que será partilhada com a companhia aérea é que o viajante tem um visto e em que condições. Ao manter o passageiro no controlo dos seus próprios dados, não estão a ser construídas grandes bases de dados que necessitem de proteção. Pela sua conceção, estamos a construir simplicidade, segurança e comodidade”, disse Louise Cole, Chefe de Experiência e Facilitação do Cliente da IATA.

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