IATA quer uniformizar procedimentos para transporte de animais de companhia na cabine

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A Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA) publicou um conjunto de recomendações operacionais destinadas às companhias aéreas para uniformizar os procedimentos aplicáveis ao transporte de animais de companhia na cabine. Segundo a associação, o objetivo é proporcionar uma experiência “mais previsível” para passageiros e transportadoras ao longo de todas as etapas da viagem.

As novas orientações abrangem todo o percurso do passageiro, desde a reserva e a preparação da viagem até ao check-in, controlo de segurança, embarque, voo, escalas, desembarque e chegada ao destino. De acordo com a IATA, as recomendações visam promover uma maior uniformização dos procedimentos, assegurando simultaneamente “a segurança, o bem-estar animal e a eficiência operacional”.

Entre as medidas propostas, a associação recomenda que as companhias aéreas disponibilizem informação clara sobre as condições de transporte de animais logo no momento da reserva, expliquem os requisitos relativos à documentação e aos contentores de transporte, incentivem a reserva antecipada deste serviço e adotem procedimentos uniformizados ao longo de toda a viagem. O documento defende ainda a formação específica dos colaboradores, a verificação do estado de saúde e bem-estar dos animais antes do embarque e a definição de protocolos para situações irregulares, como atrasos, cancelamentos ou alterações de itinerário.

Citado em comunicado, Brendan Sullivan, diretor global de Carga da IATA, afirma que “um animal de companhia é um membro muito querido da família” e, por isso, “as pessoas que viajam com os seus animais precisam de orientações claras sobre o que esperar em cada etapa da viagem”. O responsável acrescenta que passageiros “bem preparados” e a adoção de “boas práticas em toda a indústria” permitem às companhias aéreas oferecer “uma experiência segura, consistente e eficiente” a quem viaja com animais.

A publicação surge na sequência das orientações recentemente divulgadas pela associação para o transporte de cães de assistência e integra um esforço mais abrangente da IATA para promover uma maior consistência no transporte aéreo de cães, incluindo animais de companhia, cães de assistência e animais de apoio emocional, cujos requisitos variam consoante a regulamentação aplicável e as políticas de cada transportadora.

Segundo o Global Passenger Survey 2025, realizado pela associação, cerca de um quarto dos passageiros afirma já ter viajado ou considerar viajar de avião com um animal de companhia. No entanto, o estudo revela que persistem várias dúvidas por parte dos viajantes: 41% apontam a incerteza sobre a elegibilidade do animal para viajar como uma das principais dificuldades, 36% referem desconhecimento das políticas das companhias aéreas e 34% admitem não saber exatamente como funciona o processo.

A IATA defende que a adoção destas recomendações permitirá às companhias aéreas beneficiar de “operações mais eficientes”, “maior satisfação dos clientes” e de uma experiência de transporte de animais na cabine “mais consistente e previsível”. A associação considera ainda que as orientações poderão contribuir para uma comunicação mais clara com os passageiros, reduzir a necessidade de intervenções no apoio ao cliente e minimizar constrangimentos operacionais que possam afetar a pontualidade dos voos.

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