A Iberojet transportou mais de 16 mil passageiros entre Portugal e Cuba em 2025, nos voos para Varadero e Cayo Santa María, atingindo taxas de ocupação de 97%. Para o próximo ano, a companhia aérea pretende aumentar em 10% o número de passageiros, prevendo lançar uma segunda frequência semanal para o Cayo Santa María a partir de junho.
Durante uma apresentação do destino Cuba, organizada esta segunda-feira pela Embaixada de Cuba em Portugal, António Loureiro, diretor-geral da Iberojet em Portugal, afirmou que a operação deste ano “esmagou completamente os números” e que “o Cayo Santa María foi a confirmação da aposta” feita pela companhia.
“Entre Varadero e o Cayo transportámos mais de 16 mil passageiros”, referiu o responsável, explicando que o objetivo para 2026 é crescer em 10% no número de passageiros, o que “só será possível se conseguirmos lançar, além da frequência que já temos, uma segunda frequência a começar em junho”.
Sobre a possibilidade de a Iberojet retomar voos diretos para Havana, António Loureiro considerou que “Havana é o destino natural de Cuba”, mas lembrou que essa operação “tem de ter uma sustentabilidade diferente”, salientando que “Madrid serve muito bem Havana” e que a decisão depende “de outras políticas e estratégias” da empresa.
O diretor-geral abordou também o perfil do viajante europeu, destacando que 40% dos passageiros têm mais de 45 anos e procuram regressar a destinos onde já foram felizes. “Cuba é um desses destinos, há muita gente a voltar. Os passageiros querem sentir mais história, querem sentir mais Cuba”, afirmou.
António Loureiro alertou ainda para as limitações operacionais do Aeroporto de Lisboa, sublinhando que o crescimento da operação depende da capacidade da infraestrutura. “Estamos a tentar alargar o aeroporto a 11 mangas, mas não alargamos a pista. Cada vez temos mais pedidos de voos, tudo para white bodies – que são os aviões maiores – e quando me dizem que depois das obras a coisa vai-se compor, não sei. Se continuarmos com as histerias dos ambientalistas, se continuarmos com as histerias do save fuel dos aviões, se continuarmos com tudo isso, eu sinceramente não sei onde é que vamos pôr aviões” observou.
O responsável concluiu pedindo uma maior autonomia dos grupos hoteleiros na gestão dos seus próprios recursos, afirmando que isso poderia “melhorar a qualidade e o impacto do serviço”.



