Sexta-feira, Junho 14, 2024
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Itália é o país com a tarifa média de avião em 2023 mais barata, Portugal a meio da tabela

Itália continua a ser o país mais barato para se viajar de avião, de acordo com uma pesquisa divulgada no jornal italiano Corriere della Sera.

Para chegar a este resultado, a publicação comparou as tarifas médias domésticas e europeias em classe económica por trajeto (incluindo as taxas aeroportuárias – mas sem os serviços adicionais) de todo o tipo de companhias (de baixo custo, híbridas e tradicionais) à partida de 8 países da Europa entre janeiro a setembro de 2023 e a sua evolução relativamente ao mesmo período de 2022. No caso dos voos domésticos, foram excluídos os dados das tarifas subsidiadas por questões de continuidade territorial e os territórios ultramarinos. Portugal foi um dos países analisados.

A consultora SkyExpert avança com uma análise para explicar alguns destes dados. “A Alemanha é um dos poucos países europeus que ainda não repôs a sua capacidade aérea pré-Covid que continua praticamente 20% abaixo de 2019. No mercado doméstico assistiu-se mesmo a uma debandada dos passageiros, o que justifica a fraca evolução tarifária; nos voos europeus, pelo contrário, a procura retomou mais rapidamente do que a oferta”. Por sua vez, em França, “a redução dos voos domésticos por pressão legislativa e política para estimular as viagens de comboio em alternativa ao avião provocou um aumento das tarifas domésticas dos voos existentes”. Já no Reino Unido, a desvalorização da libra por relação ao euro poderá “explicar uma parte da variação, além de continuar a existir, tal como em França, uma procura sempre crescente que não é tão sensível à variação de preço”. Na Grécia, o boom turístico prolongado deste verão – com um aumento de mais de 11% por relação a 2019 (pré-pandemia) “criou um desequilíbrio entre oferta e procura favorável ao aumento dos preços, algo que se verificou também em Espanha – mas não no mercado doméstico, onde a concorrência da ferrovia impede tais aumentos”. No caso italiano – um dos maiores mercados aéreos da Europa hoje largamente dominado por companhias de baixo custo depois da queda da Alitalia – continuamos a observar as tarifas mais baixas. “É também o mercado onde há uma maior margem de manobra para aplicar alguns ajustes tarifários que se traduzem nos aumentos percentuais divulgados”, sublinha a consultora. Nos Países Baixos, que já não tem voos domésticos há vários anos, “a pressão governamental sobre a redução da atividade do setor aéreo no maior aeroporto do país deixa as companhias apreensivas em termos de expansão”, acrescenta. Em Amesterdão, “cerca de metade dos lugares oferecidos são ocupados por passageiros em trânsito tornando os lugares que sobram para o mercado local – um dos que mais viaja na Europa – ainda mais caros”. Por fim, para Portugal, esta análise “sugere um lugar a meio da tabela – o que para o poder de compra local poderá estar desfasado – e com pouca variação percentual. Os recentes anúncios da Ryanair nas ligações para as ilhas e redução de capacidade em vários aeroportos poderá ditar algumas mudanças a esta evolução”.

A SkyExpert avança igualmente “que o aumento de receitas na Europa tem sido alcançado por via dos serviços adicionais que escapam à regulação e às comparações diretas pelo consumidor – como a bagagem, reserva de lugar, refeições a bordo – e não através da tarifa aérea em si”. A consultora relembra ainda que esta análise “surge no atual contexto de investigação e de diversas queixas apresentadas nalguns países e diante da Comissão Europeia sobre o aumento desproporcional das tarifas aéreas, facto que tem gerado inclusivamente acusações mútuas entre aeroportos e companhias aéreas”.

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